sexta-feira , 9 dezembro 2016
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Agentes do Degase iniciarão greve por tempo indeterminado

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Fotos: Vinnicius Cremonez

Começa na próxima segunda-feira (15) a greve dos agentes socioeducativos do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase). A greve é por tempo indeterminado.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores do Departamento Geral de Ações Socioeducativas, João Luiz Pereira, a categoria está desde 2011 lutando pelo Plano de Cargos Carreiras e Salários (PCCS), pela equiparação salarial com os funcionários vinculados à secretaria de Administração Penitenciária (Seap) e pela transformação do Degase em secretaria, a fim de garantir maior autonomia.

“Nunca conseguimos avançar nas negociações. Estamos desde 2011 ouvindo promessas do então governador Sérgio Cabral, que nunca se cumpriram. A gota d’água foi ter acreditado na promessa feita pelo secretário estadual de Governo, Paulo Melo, numa reunião dia 13 de maio, de que iria intervir junto ao governador Pezão para abrir um canal de negociação. Ele nos pediu 15 dias. Findado o prazo, no último dia 28, não tivemos sequer uma resposta. Encaminhamos e-mail para ele e nada. Fizemos contato por celular e também fomos ignorados. Parar tudo é a única forma de sermos vistos por este governo”, desabafou João.

Fotos: Vinnicius Cremonez / Arquivo

Ele revelou que desde que o Degase foi desvinculado da secretaria estadual de Justiça e passou a ser vinculado à secretaria estadual de Educação a categoria vem sofrendo perdas salariais. “O Degase e Seap tem as mesmas funções, com a diferente que o Departamento lida com menores e a secretaria com os adultos. Mas todos nós colocamos nossas vidas em risco. O que quase ninguém sabe é que um agente do Degase ganha R$ 2,5 de salário inicial, enquanto os da Seap ganham R$ 4,5 mil. Isso é inadmissível”, Denunciou.

Durante a greve nas unidades fechadas, ficará suspensa a visitação de internos, o transporte de adolescentes de uma unidade para outra e para as audiências, a escolta e condução a hospitais para consultas ambulatoriais e a liberação de adolescentes para quaisquer atividades.

Já nas unidades semiliberdade (CRIAADS), ficará suspensa as atividades internas dos adolescentes e os procedimentos de liberação e regresso dos menores em quaisquer atividades externas.

SFn