segunda-feira , 18 dezembro 2017

ALERTA! Não dê mel para crianças menores de 1 ano

Fotos: Divulgação
Fotos: Divulgação

O mel é um adoçante natural feito pelas abelhas, composto de frutose e glicose, além de outros minerais e enzimas. Os defensores das comidas naturais promovem o mel como uma alternativa mais saudável ao açúcar e à glicose de milho por ser menos refinado. Embora seja mais nutritivo que outros adoçantes, nutricionistas não recomendam dar mel a bebês com menos de um ano ou com o sistema imunológico debilitado.

Botulismo
Como o mel é uma comida natural, não muito processada, há uma possibilidade que ele contenha traços de uma bactéria chamada Clostridium botulinum. O C. botulinum pode causar uma infecção potencialmente fatal no sistema digestivo conhecida como botulismo. Como os bebês ainda não têm um sistema imunológico forte o suficiente para combater o botulismo, pediatras recomendam que não se dê mel antes de um ano de idade.

Sinais de botulismo
Uma infecção de botulismo é uma ameaça séria à saúde e pode até ser fatal imagesem uma criança. Caso você suspeite que seu filho possa estar infectado, leve-o a uma emergência. Os sintomas em crianças incluem letargia, constipação, choro fraco e dificuldade para sugar quando bebendo ou mamando.

Microflora
A razão pela qual o mel é uma ameaça de saúde para bebês, mas não para crianças mais velhas ou adultas é que os menores ainda não desenvolveram culturas bacterianas no intestino capazes de combater a C. botulinum. Depois de um ano de idade, o corpo já desenvolveu uma microflora bacteriana que permite digerir mel cru sem risco de infecção.

Precauções
Além de não dar mel cru ao seu bebê, especialistas recomendam que você não dê a uma criança comidas que leve mel como ingrediente. As bactérias causadoras do botulismo são resistentes e difíceis de matar através do cozimento. Produtos comerciais à base de mel são reportados como seguros para todas as idades.
Crianças menores de um ano não apresentam a flora intestinal completamente formada e por isso estão mais vulneráveis a toxina liberada pelo bacilo.

Existe uma preocupação das autoridades epidemiológicas em relação a essa doença, porque, apesar de rara por causas das técnicas de higiene e da utilização das boas práticas de fabricação, ainda existe uma pequena parcela de surtos no país. Em função disto, o melhor a fazer é conscientizar o consumidor e as mães dos riscos que certos alimentos, como o mel, podem trazer às suas famílias e principalmente aos bebês.


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