terça-feira , 23 julho 2019

Após 6 anos, Banda Marcial Dário Portugal, de São Fidélis, chega ao fim Segundo o maestro Aroldo Neto, a falta de investimento é um dos motivos para o término da BAMADAP

Segundo o maestro Aroldo Neto, a falta de investimento é um dos motivos para o término da BAMADAP

A data 10 de março de 2019 ficará marcada como um dia triste para quem fez parte da Banda Marcial Dário Portugal (BAMADAP). A história da banda, com páginas de sucesso, perseverança, alegrias e união, chega ao fim após seis anos. Um dos principais motivos, foi a falta de investimento no grupo.

Em tom de tristeza, a publicação em uma rede social anunciou o fim: “É com grande pesar que hoje anunciamos que a Banda Marcial Dário Portugal de São Fidélis encerra suas atividades como banda por variados fatores que a grande maioria já está ciente”.

Ao SF Notícias, o maestro Aroldo Neto, integrante da banda desde o início de sua formação, falou sobre o fim da mesma. “Os músicos estão desanimados e não querem continuar, pela falta de investimento neles e até mesmo na banda. É uma perda cultural e social, pois a banda além de fazer parte da cultura musical com seus variados ritmos e estilos, também era um meio de ocupar o tempo ocioso de muitos jovens e adolescentes, os ocupando com coisas férteis, que certamente ajudaram na formação de um cidadão de bem”.

A banda chegou a quase 50 integrantes, mas segundo o maestro, nos últimos tempos havia bem menos. A maioria era ex-aluno (a) da Escola Municipal Maria Firmina. Eles contribuíram nas conquistas de diversos troféus. “Destaco o primeiro lugar no interestadual de bandas na cidade de Iguaba Grande, primeiro lugar em concurso em Campos, segundo lugar no Concurso Nacional de Bandas em Itapemirim/ES. Foram títulos marcantes pela dificuldade de ter nesses concursos bandas mais experientes” – ressaltou Aroldo.

Fotos: Matheus Berriel

Para o jovem Petterson Almeida, que tocava quinton, um instrumento de percussão, o sentimento também é de tristeza. “Me sinto muito triste. Na verdade todos integrantes da banda estão tristes. Acredito que a população da cidade também não gostou dessa notícia, pude ver nas redes sociais grande movimentação contrária à essa decisão, especialmente dos moradores da Vila dos Coroados, que sempre nos acompanhavam” – afirmou.

Quando questionado sobre o que seria necessário para manter a banda Aroldo afirma: “Um projeto pra renovação dos componentes, ter mais professores pra dar aulas, ter uma estrutura! Instrumentos e, como a banda viaja muito pra competições, seria necessário ônibus. Mas, o mais necessário seria um projeto organizado para estruturar”.

Ele agradeceu aos integrantes e também a população. “Agradeço a Deus primeiramente por ter me permitido viver esse tempo com a banda, agradeço aos fidelenses por terem incentivado, torcido e confiado em nosso trabalho! Agradeço aos integrantes que até o fim lutaram comigo para fazer a música acontecer e desejo que a música continue viva em nossos corações, nos trazendo boas lembranças e alegrias!” – finalizou. Agora resta a saudade no coração dos moradores e a certeza de que os eventos na cidade não serão mais os mesmos sem a BAMADAP.


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