Armadilha para pesquisa filma onça-parda se alimentando em mata de Cordeiro Registro foi feito em uma mata fechada na localidade conhecida como Pena

Registro foi feito em uma mata fechada na localidade conhecida como Pena

Uma onça-parda foi filmada por uma armadilha de pesquisa na noite desta sexta-feira (11/08) em uma mata na localidade conhecida como Pena, em Cordeiro. O animal foi filmado uma câmera colocada próximo de um recipiente com comida, que é usado para atrair os animais, ajudar nas pesquisas e identificar caçadores. A câmera foi colocada por uma equipe da 3ª Unidade de Polícia Ambiental do Parque Estadual do Desengano.

A onça-parda é um animal com grande extensão territorial, podendo ser avistado, inclusive, vagando por áreas abertas como pastos ou plantações de eucaliptos procurando por presas ou áreas propícias para alimentação. Dentre as suas principais presas estão os porcos-do-mato (Pecari tacaju), pacas (Cuniculus paca) e macucos (Tinamus solitarius), mas não deixando de atacar o que for possível para garantir sua sobrevivência e de suas proles.

Registros de onças na região 

Em agosto de 2014, duas onças-pardas foram registradas através de armadilhas fotográficas instaladas em área no interior do Parque Estadual do Desengano durante a segunda etapa da pesquisa realizada pelo laboratório LABPMR da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ).

Já em novembro de 2015, uma onça-parda foi encontrada morta na zona rural do município de São Sebastião do Alto. O animal que apresentava sinais de que havia sido atropelado por algum veículo foi encontrado por uma equipe da Secretaria Municipal de Meio Ambiente às margens da RJ -172, rodovia que liga São Sebastião do Alto ao município de Santa Maria Madalena, na altura da localidade conhecida como Fazenda Humaitá.

O registro de rastro (foto abaixo) de onça-parda mais recente na região foi feito foi feito entre os dias 19 e 22 de fevereiro do ano passado no Parque Estadual do Desengano, durante a travessia entre o Poço Parado e o Rio Mocotó, que fica entre os municípios de São Fidélis e Campos. A equipe do parque fez a travessia com o intuito de monitorar a biodiversidade de aves, bem como realizar o manejo e limpeza da trilha de quase 17 quilômetros, entre as duas cidades.


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