“Brincadeira” que viralizou nas redes sociais pode causar sequelas irreversíveis e até morte, alerta médico Para Juliana Paes, diretora da Escola Batista, em São Fidélis, o trabalho de orientação, juntamente com os pais, deve ser contínuo

Para Juliana Paes, diretora da Escola Batista, em São Fidélis, o trabalho de orientação, juntamente com os pais, deve ser contínuo

Fotos: Reprodução/redes sociais

Nos últimos dias vídeos de “brincadeiras” perigosas viralizaram nas redes sociais. Neles, adolescentes derrubam uns aos outros com uma ‘rasteira’ ou um deles é segurado por outros dois, que tentam girá-lo, em uma espécie de cambalhota. Alguns desses desafios foram gravados em escolas, o que gera uma preocupação aos pais e responsáveis, com a recente volta às aulas. Entre os riscos à saúde apresentados por esses desafios estão graves lesões, como fraturas e traumatismos cranianos. Também há risco de morte. No ano passado, por exemplo, uma estudante de 16 anos morreu após bater a cabeça no chão quando participava de uma das brincadeiras. O caso aconteceu no Rio Grande do Norte. Emanuela Medeiros sofreu traumatismo craniano, chegou a ser socorrida, mas não resistiu.  (Continua após a publicidade)


O médico radiologista, Gabriel Barbosa, ressalta que, sem dúvida, são brincadeiras muito perigosas. “O risco de trauma grave existe, inclusive com possibilidade de sequelas irreversíveis e até morte. Fraturas de membros, da coluna vertebral e traumatismos cranioencefálicos já foram relatados em decorrência da brincadeira. É fundamental que educadores e familiares orientem adequadamente alunos e filhos” – disse. O trabalho de orientação dos alunos por parte das unidades escolares e também dos pais é fundamental. Nesta quarta-feira (12/02) alunos da Escola Batista, em São Fidélis, foram orientados quanto a esse tipo de brincadeira. “Aproveitamos também o momento para alertarmos sobre outras que venham a surgir. Fizemos uma reflexão para que antes deles entrarem na ‘onda’ de quaisquer ‘brincadeiras’ , ‘trolagens’ que irão trazer prazer momentâneo, diversão momentânea, que eles estejam pensando nas consequências, o que pode ferir o outro, o transtorno que pode ser causado” – disse a diretora da unidade, Juliana Paes. Para a profissional, o trabalho de orientação, de buscar saber do que os alunos brincam, quais suas zonas de interesse, juntamente com os pais, deve ser contínuo nas escolas.

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