Cabeça d’água atinge distrito de Pádua e córrego transborda A água chegou a invadir algumas casas; segundo a Defesa Civil, a última vez que aconteceu este fenômeno no distrito foi em 2012

A água chegou a invadir algumas casas; segundo a Defesa Civil, a última vez que aconteceu este fenômeno no distrito foi em 2012

Fotos: Defesa Civil

Um temporal provocou o transbordamento de um córrego e assustou os moradores de Monte Alegre, sexto distrito de Santo Antônio de Pádua, no Noroeste Fluminense. Ao SF Notícias, o secretário municipal de Defesa Civil da cidade, Otony Francisco Faria, disse que o distrito foi atingido por uma cabeça d’água. Segundo ele, choveu forte por cerca de 40 minutos. O Córrego Ouvires, que corta todo o distrito, transbordou e a água chegou a invadir algumas casas na parte considerada mais baixa de Monte Alegre. Equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros foram acionadas e deslocadas imediatamente para o local. (continua após a publicidade)

Ainda de acordo com o secretário, uma pessoa que estava usando um cômodo que fica na beira do córrego para dormir, precisou sair. Nesse cômodo, a água chegou a 30 centímetros de altura. Otony disse ainda que, além da Defesa Civil, equipes das secretarias de obras e assistência social já estão mobilizadas para atender os moradores e fazer a limpeza do distrito nesta quinta-feira (12). Já no perímetro urbano de Santo Antônio de Pádua, a Defesa Civil informou que não houve registros de ocorrências. A estação pluviométrica do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) instalada no Centro de Pádua registrou 33 milímetros em 24h. Já a estação da Cidade Nova registrou 36 milímetros. (continua após a publicidade)

A cabeça d’água acontece em rios, córregos ou valões quando há repentino aumento do nível de água. Ocorre a partir da intensidade de chuvas da cabeceira ou em regiões mais elevadas, o que influencia no percurso de deságue. De acordo com o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o fenômeno tem maior ocorrência no verão em razão das tempestades. O distrito de Monte Alegre não possui um pluviômetro, por isso, não é possível saber exatamente a quantidade de chuva que atingiu aquela região. Ainda de acordo com Otony Faria, a última vez que este fenômeno aconteceu no distrito foi em 2012.

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