segunda-feira , 18 dezembro 2017

Cabral deixa governo do estado para tentar senado

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Sérgio Cabral Filho, renunciou nesta quinta-feira(03), o cargo de Governador do Estado do Rio de Janeiro. A carta de renúncia foi lida pelo presidente da Assembleia Legislativa, Paulo Melo (PMDB), na tribuna da Alerj.

Com a renúncia, o ex-governador pode disputar um cargo eletivo em outubro. O PMDB quer lançá-lo ao Senado, mas a decisão final ainda depende de acordos firmados com outros partidos em torno da candidatura de Pezão, que tentará a reeleição. Com popularidade em baixa, Cabral analisa também a possibilidade de ser candidato a deputado.

visita de pezao foto vinnicius cremonez 1O vice, Luiz Fernando Pezão, tomará posse na sede do Legislativo. Cabral transmite o governo a Pezão em uma solenidade às 10h30, no Palácio Guanabara. O novo governador será candidato à reeleição em outubro, com apoio de Cabral e discurso de continuidade da administração. Ele é próximo da presidente Dilma Rousseff, que também apoiará no Rio de Janeiro a candidatura do senador petista Lindbergh Farias a governador

A troca no governo acontece num momento difícil em que o estado está passando na questão da segurança pública. Pela linha sucessória, Paulo Melo assumirá a posição de vice-governador de Pezão até 31 de dezembro de 2014.

visita de pezao foto vinnicius cremonez 7O Diário Oficial do Estado do Rio desta quinta publicou decretos nos quais Cabral exonera auxiliares que eram secretários estaduais. Muitos serão candidatos nas eleições de 2014 e, por lei, precisam deixar seus postos seis meses antes da disputa, para não se tornarem inelegíveis. Há ainda na lista parceiros muito próximos de Cabral, como o ex-secretário da Casa Civil Régis Fichtner e o ex-secretário de Governo Wilson Carlos Carvalho.

Cabral deixa o cargo em meio a uma crise de popularidade que o acompanha desde as manifestações de junho de 2013. Mesmo após os protestos perderem força no país, Cabral continuou a ser fustigado pelo movimento “Fora, Cabral”, promotor de atos que terminaram em confronto com a Polícia Militar perto do Palácio Guanabara, sede do governo estadual, e em outros pontos da cidade, e um acampamento perto da residência do chefe do Executivo estadual, no Leblon, zona sul, conhecido como “Ocupa Cabral”. O governador vê motivação eleitoral nessas iniciativas.

 

 


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