terça-feira , 19 setembro 2017

Vacinação contra o vírus HPV começa hoje

O HPV já lidera o ranking das doenças sexualmente transmissíveis. E a vacina contra o vírus surge como proteção para as mulheres que ainda não foram contaminadas.

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Pouca gente sabe, mas o HPV, cujo nome científico é Papiloma Vírus Humano, já lidera o ranking das doenças sexualmente transmissíveis. O vírus pode ser considerado um inimigo sorrateiro, pois age silenciosamente, dificultando seu diagnóstico. Estima-se que 15% das mulheres brasileiras entre 18 e 60 anos  estejam infectadas por ele. A incidência sobe para quase 40% quando se trata da faixa de 16 a 24 anos. Alarmante, não? Até então, o uso de preservativo era a única forma de prevenção da doença, que passa a ser combatida por meio de vacinação.

Algumas pacientes apresentaram  efeitos colaterais: dor, eritema e edema de leve a moderada intensidade no local da injeção. Entretanto esses sintomas não foram tão intensos a ponto de impedir o término do esquema vacinal.

Começou hoje segunda-feira (10/03) a vacinação em meninas de 11 a 13 anos, a imunização é feita em três doses: a segunda vem seis meses depois da primeira e a terceira, cinco anos após a primeira. As duas últimas doses da vacina serão ministradas nos postos de saúde.

GEDSC DIGITAL CAMERANossa equipe conversou com a enfermeira chefe da Secretaria de Vigilância Sanitária de São Fidélis, segundo Luciana aproximadamente 2.000 adolescentes estão aptas a vacinar.

A vacinação esta sendo feita apenas nos Postos de saúde inicialmente das 7h ás 17h, são eles :

Posto de saúde de Barro Branco, Boa Esperança, Colônia, Vila dos Coroados, Pureza, Valão dos Milagres, Santa Catarina, São Vicente de Paula, Tábua, Sus e Materno Infantil.

É necessário levar o Cartão de vacinação ou Certidão de Nascimento do adolescente e a presença de um responsável pelo mesmo.

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Sobre a vacina

A vacina tem caráter preventivo e não substitui a realização do exame conhecido como papanicolau, nem o uso de preservativo em relações sexuais.

A vacina utilizada será a quadrivalente, recomendada pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), que oferece proteção contra quatro subtipos do HPV (6, 11, 16 e 18). Os subtipos 16 e 18 são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer de colo de útero em todo o mundo. De acordo com a pasta, em 2015, a vacina será oferecida para adolescentes de 9 a 11 anos.

1) Como é a vacina? 
A vacina é elaborada com uma partícula semelhante ao vírus, portanto não contém o vírus e quando entra em contato com o organismo induz uma importante resposta com produção de altos níveis de anticorpos neutralizantes, ou seja, aqueles que tem a capacidade de impedir a penetração do HPV na célula do hospedeiro.

2) Quais os tipos de doenças que a vacina quadrivalente contra o HPV previne?
Essa vacina é a única que protege contra 4 tipos de HPV: 6, 11, 16 e 18. Os HPVs 16 e 18 são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo uterino e os tipos 6 e 11, pelas verrugas genitais em 90% dos casos. Dessa forma a vacina protege contra o surgimento de câncer de colo, vagina, vulva e ânus. É importante salientar que a vacinação não tem efeito terapêutico nas infecções preexistentes por HPV ou nas alterações no Papanicolau. Ou seja, ela não trata, apenas previne.

3) Quanto tempo dura o efeito da vacina? 
Essa duração ainda não está bem estabelecida, pois os estudos estão limitados ao tempo dos ensaios clínicos que concluíram que em pelo menos por 10 anos não será necessária nova dose de reforço. A estimativa que é que esse tempo seja ainda maior chegando a 20 anos.

4) Podem ser vacinadas as mulheres que já tiveram qualquer tipo de infecção pelo HPV? 
Sim, pois se já teve contato com 1 dos 4 tipos de vírus contidos na vacina, vai ficar imune contra os outros 3 tipos também. Mas não deverá esquecer que não será um tratamento contra o vírus que já teve contato e sim uma proteção futura adicional.

Sobre o vírus

O HPV é um vírus transmitido pelo contato direto com a pele ou mucosas infectadas por meio de relação sexual. O vírus também pode ser transmitido de mãe para filho no momento do parto. A estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que 290 milhões de mulheres no mundo são portadoras da doença, sendo 32% infectadas pelos subtipos 16 e 18.

 


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