Cartão Recomeçar: famílias prejudicadas pelas chuvas em Pádua e Varre-Sai também serão beneficiadas Inicialmente, decreto publicado pelo Governo contemplava Bom Jesus, Cardoso Moreira, Italva, Itaperuna, Laje do Muriaé, Natividade, Porciúncula e São Francisco de Itabapoana

Inicialmente, decreto publicado pelo Governo contemplava Bom Jesus, Cardoso Moreira, Italva, Itaperuna, Laje do Muriaé, Natividade, Porciúncula e São Francisco de Itabapoana

Fotos: Felipe Sião/ Reprodução

Famílias desabrigadas ou desalojadas pelas fortes chuvas em mais dois municípios do Noroeste Fluminense terão acesso ao Cartão Recomeçar, lançado recentemente pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro. Santo Antônio de Pádua e Varre-Sai também decretaram situação de emergência por conta das fortes chuvas registradas em janeiro e podem estar aptas a ser beneficiadas. Inicialmente, o decreto beneficiava Bom Jesus do Itabapoana, Cardoso Moreira, Italva, Itaperuna, Laje do Muriaé, Natividade, Porciúncula e São Francisco de Itabapoana. O Cartão Recomeçar deve começar a ser distribuído em março, com valores de R$ 5 mil para famílias desabrigadas, que não tiveram como voltar para casa, e R$ 2 mil para famílias desalojadas, que voltaram para suas casas. Os valores podem ser usados para compra de materiais de construção para realizar reparos e reformas nos imóveis e também para compra de eletrodomésticos danificados com as chuvas. O pagamento, a ser pago em parcela única, deverá ser feito em conta corrente dos beneficiários no Banco do Brasil.

O cadastramento das famílias que serão contempladas nas regiões Norte e Noroeste Fluminense está sendo realizado pelas prefeituras, com a supervisão da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos (SEDSODH). Na última segunda (17) a equipe da SEDSODH que coordena a ação esteve reunida em Itaperuna com gestores das secretarias municipais para explicar os principais critérios e exigências descritos no decreto que criou o Cartão Recomeçar. O cartão terá validade de seis meses para ser utilizado. A prestação de contas deverá ser feita diretamente junto ao município, com a supervisão da SEDSODH. A estimativa inicial é de que 3.500 famílias sejam beneficiadas. O benefício é destinado às famílias que possuam renda familiar per capita de até meio salário mínimo ou renda familiar total de até 3 salários mínimos; que estejam inscritas no CadÚnico; residam em município que declarou situação de emergência ou estado de calamidade pública; e tenham os imóveis em que residam sido efetivamente atingidos pelo desastre. Além do Recomeçar, os desabrigados têm acesso ao Aluguel Social, também com cadastro junto aos municípios em situação de emergência. Neste caso, a renda familiar pode ser de até 5 salários mínimos.

Mais do SFn