quarta-feira , 7 dezembro 2016
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Caso Eligia: irmãos falam sobre a morte da Itaocarense que chocou a região

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Fotos: Matheus Almeida

No último final de semana, um crime chocou a região, principalmente moradores de Itaocara, terra de Eligia Rosário Ambrósio Von Held, de 29 anos, que foi morta dentro de sua própria casa, no bairro Parque Imperial, em Campos.

A morte da vítima só foi descoberta na tarde de domingo, dia 28 de mensagemjunho, após o marido, Clovis de Oliveira Souza, de 37 anos, ter acionado o seu advogado. Ele foi até a delegacia do centro de Campos, e informou que o seu cliente, teria o contactado e contado que matou a esposa após uma discussão, e que para a família da vítima, a briga pode ter sido provocada por ciúmes.

Nossa equipe conversou com exclusividade com os familiares de Eligia, e segundo eles, o crime aconteceu na noite de sábado, dia 27. Rogéria Rosário Ambrósio, irmã da vítima, contou que o laudo do Instituto Médico Legal, constatou que sua irmã morreu às 21h20 de sábado, uma hora após ela ter mandado um torpedo SMS. A mensagem enviada às 20h20, dizia: “Deus misericórdia aqui também. Apaguei a mensagem”.

De acordo com Rogéria, Clovis era ciumento e possessivo, e que sua irmã, dizia que não estava aguentando mais a vida que levava, e que queria ir embora, mas acredita na transformação das pessoas, e queria lutar pra ter a sua família, pois era o sonho dela.

caso eligia 3“Todas as ligações e mensagens que Eligia fazia, ela tinha que apagar, pois o Clovis proibia ela de manter contato. Ela não podia ter contas em redes sociais, não podia se comunicar. Quando ele voltava da plataforma, ela quase não entrava em contato com a família. Um dia eu liguei pra Eligia por volta das oh30, e minha irmã estava chorado. Ela contou que o Clovis levou ela para o serviço, mas não voltou para buscar. Eu sempre perguntava o que estava acontecendo, mas ela não contava. Ele era tanto ciumento, que tinha ciúmes de fotos do ex-marido dela”, disse Rogéria.

Eligia trabalhava em uma loja no Shopping Boulevard. Durante o primeiro depoimento prestado por Clovis, ele alegou que, durante a briga, teria sido puxado e caído por cima de Eligia, e com as mãos no pescoço, ocasionando a morte, pois o pescoço teria quebrado, mas essa versão é contestada pela família. Segundo os irmãos de Eligia, o laudo apontou que a morte foi provocada por uma pancada na cabeça, e que o pescoço de Eligia, não teria sido quebrado.

iml campos foto vinnicius cremonez“Segundo o IML, ela teria batido com a cabeça em algum lugar, ou alguém batido nela.” A família de Eligia só ficou sabendo o que tinha acontecido, após ver a reportagem postada pelo SF Notícias.

Segundo Ramon Andrade, outro irmão de Eligia, um vizinho viu a reportagem e contou para eles, que imediatamente, acessaram o jornal para conferir. Os irmãos contaram que fizeram diversas ligações após ver a reportagem para confirmar a informação, mas o telefone chamava até cair.

“Nossa mãe tem um problema de saúde. Tivemos que levar ela para o hospital e contar sobre a morte lá, para prevenir que ela apresentasse alguma piora, pois lá tem mais recurso. Foi um choque. Você fica sem entender. Eu não imaginava que ele chegaria ao ponto de matar ela”.

O irmão de Eligia contou ainda, que a irmã de Clovis disse ter tentado ligar para eles após ela ter sido morta, mas que não conseguiu, o que é contestado por ele e por Rogéria. “Não recebemos ligações e nem aquelas mensagens avisando que alguém tinha te ligado, o que normalmente acontece. Vou pedir as operadoras o relatório de ligações para comprovar que não recebemos ligações nenhuma deles, e iremos entrar na justiça contra a irmã do Clovis”, disse Rogéria.

caso eligia 6Um papel encontrado pelos irmãos chama a atenção. Com letras parecidas com as feitas por crianças, o papel era uma espécie de calendário, que estava contando os dias que faltava para acontecer algo, e no final, ele dizia: “Final Feliz”. Em cima desse papel, estava uma foto de Eligia.

Os irmãos contaram que não encontraram alguns documentos de Eligia dentro casa, mas que encontraram cabelo dela no chão do quarto, e que para eles, teria havia uma luta corporal entre o casal. Ainda segundo os irmãos, Eligia não compareceu em um casamento realizado em Itaocara, mas contou que havia arrumado as malas para ir ao casamento e ficar no seu apartamento no município, mas algo aconteceu e ela não foi.

“Eu acho que ele não amava ela. Se ele amasse, não faria o que fez e nem deixaria o corpo dela tantas horas como deixou. Pediria ajuda, chamaria vizinho ou um socorro e se explicava. Estávamos na delegacia e vimos um cara que roubou uma bicicleta ser preso, enquanto ele que matou minha irmã, está solto. É revoltante. Queremos Justiça, queremos ele preso”, disseram Rogéria e Ramon. A entrevista foi concedida com exclusividade ao SF Notícias após Ramon e Rogéria, terem prestado depoimento na 134ª Delegacia Legal, no centro de Campos.

Eligia foi enterrada no cemitério de Três Irmãos, distrito de Cambuci. No próximo dia 22 de agosto, iria completar dois anos em que Eligia e Clovis estavam juntos, um relacionamento que começou através de um amigo em uma festa. Segundo informações da Polícia Civil, alguns laudos estão sendo aguardados para melhor apuração do fato. No momento, o caso é tratado como homicídio doloso. Se for confirmado o crime com intenção de matar, Clóvis poderá pegar entre 12 e 30 anos de reclusão. Vizinhos serão convocados para prestar depoimentos.

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SFn