segunda-feira , 17 fevereiro 2020

Caso não chova nas cabeceiras, nível do Rio Pomba deve baixar nas próximas horas em Pádua; diz prefeitura Defesa Civil do município entrou em contato com a represa Barra do Braúna e foi comunicada que a vazão do Rio Pomba deve se estabilizar durante a madrugada, ocasionando a diminuição do volume

Defesa Civil do município entrou em contato com a represa Barra do Braúna e foi comunicada que a vazão do Rio Pomba deve se estabilizar durante a madrugada, ocasionando a diminuição do volume

A Prefeitura de Santo Antônio de Pádua, no Noroeste Fluminense, através de seu perfil oficial em uma rede social informou que, caso não chova nas cabeceiras do Rio Pomba, o nível do mesmo deve se estabilizar durante a madrugada deste sábado (15) e começar a baixar nas próximas horas. Segundo a administração municipal, a Defesa Civil do município entrou em contato com a represa Barra do Braúna e foi comunicada de forma oficial que a vazão do Rio Pomba se estabilizará durante a madrugada, ocasionando a diminuição do volume. No momento, o nível do rio está em 6,19 metros e a vazão de Braúna em 1.024m³/s. Até o início da noite desta sexta, a previsão divulgada pela Defesa Civil era de que o rio continuaria subindo até a manhã de sábado.  Há, entretanto, possibilidade de chuva na bacia do Rio Pomba, já que áreas de instabilidade voltaram a crescer sobre parte do estado de Minas Gerais e Rio de Janeiro nesta noite. O aplicativo Rain Viewer mostra núcleos de chuva próximos à Guarani, Cataguases e outras cidades mineiras banhadas pelo rio. (continua após a foto)

Esta é a segunda vez no ano que moradores de Pádua e outras cidades sofrem com a cheia do rio. Em janeiro o rio chegou aos 6,06 metros em Pádua. O Rio Pomba atingiu a cota de transbordo, que é de 5 metros, na quinta-feira e seguiu subindo nesta sexta-feira. Segundo o secretário de Defesa Civil de Pádua, Otony Faria, cerca de 70% do município já foi atingido pelas águas do Rio Pomba. Os primeiros bairros afetados foram Beira Rio, Tavares, Cidade Nova, Aeroporto, Cehab e Carvalho. Imagens aéreas feitas pelo Felipe Sião e cedidas ao SF Notícias mostram as ruas inundadas. Casas e estabelecimentos comerciais também estão com água. No bairro Gerador, um comerciante acompanha pelo sistema de monitoramento a elevação do rio dentro de sua loja, a Ginquedoteca, que fica na Rua Pascoal Possidente. Ao SF Notícias, Alessandro Pereira disse que suspendeu algumas coisas na loja, pois não esperava que iria subir tanto. O estádio do Paduano Esporte Clube também foi inundado. Assim como no primeiro transbordamento, o Hospital Hélio Montezano de Oliveira foi evacuado, já que ele fica em uma área atingida pela inundação. Uma unidade de atendimento médico foi montada no CIEP 469 Anaíde Panaro Caldas. No mesmo local, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Assistência Social atende os desabrigados e desalojados. (continua após a foto)

Nas últimas 96 horas foram registrados mais de 100 milímetros de chuva em Pádua. O volume de chuva registrado, pelo pluviômetro localizado no bairro Dezessete, nas últimas 96 horas foi de 131 mm, sendo 109 mm nas últimas 72h e 95.2 mm nas últimas 48h. Já no Centro choveu 126.6 mm nas últimas 96h, sendo 105.6 mm em 72h e 91 mm nas últimas 48h. A chuva forte na madrugada de quinta provocou o transbordamento do Córrego do Lambari, nos bairros Gabry e Monte Líbano, e do Valão do Suíço, no bairro Glória (reveja AQUI). Nesta sexta-feira, um deslizamento de terra fez com que a Defesa Civil evacuasse 23 casas no bairro Glória (reveja AQUI). Segundo a Prefeitura, até este sábado, quando o Departamento de Recursos Minerais do Estado do Rio de Janeiro (DRM-RJ) realizará outra vistoria, as residências e uma unidade de saúde vão continuar interditadas.

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