Cheia do Rio Pomba: Após três dias de inundação, Pádua começa a voltar à rotina Essa foi a segunda vez que o rio transbordou neste ano; na primeira atingiu 6.06 m e na segunda, 6.28 m. A cota de transbordo é de 5 metros

Essa foi a segunda vez que o rio transbordou neste ano; na primeira atingiu 6.06 m e na segunda, 6.28 m. A cota de transbordo é de 5 metros

Após três dias de inundação, o Rio Pomba baixou e voltou para sua calha normal em Santo Antônio de Pádua, no Noroeste Fluminense. No sábado (15) o rio chegou aos 6.28 metros, mas nesta segunda-feira (17) estava em 3.72, segundo a última medição do sistema de alerta de cheias do Instituto Estadual do Ambiente (Inea). Na cidade, a cota de transbordo é de 5 metros. Até a madrugada de domingo ainda havia ruas com água segundo a Defesa Civil da cidade. Neste domingo as secretarias da Prefeitura iniciaram as ações para que a população pudesse retornar a sua rotina. A Secretaria de Agricultura em parceria com a Emater-Rio trabalha na recuperação das estradas vicinais e no atendimento dos produtores rurais. A Secretaria de Obras realiza a limpeza das ruas e praças afetadas, além de auxiliar na limpeza de órgãos públicos. (continua após a foto)

O município chegou a ter 3.500 desalojados e 11 pessoas ficaram desabrigadas e foram levadas para um abrigo. Uma família perdeu tudo durante um incêndio que ocorreu durante o período de cheia. O imóvel não foi atingido pelas águas do Rio Pomba. Os afetados pela cheia estão sendo atendidos pela Secretária Municipal de Desenvolvimento e Assistência Social. As aulas foram retomadas nesta segunda, exceto no CIEP 469 Anaíde Panaro Caldas, onde ainda está funcionando provisoriamente o Hospital Hélio Montezano, já que o prédio do hospital também foi atingido pela inundação. Segundo o secretário de Defesa Civil de Pádua, Otony Faria, cerca de 70% do município já foi atingido pelas águas do Rio Pomba nesta segunda cheia. Os primeiros bairros afetados foram Beira Rio, Tavares, Cidade Nova, Aeroporto, Cehab e Carvalho.  No bairro Gerador, um comerciante acompanhou pelo sistema de monitoramento a elevação do rio dentro de sua loja, a Ginquedoteca, que fica na Rua Pascoal Possidente. Ao SF Notícias, Alessandro Pereira disse que suspendeu algumas coisas na loja, pois não esperava que iria subir tanto. O estádio do Paduano Esporte Clube também foi inundado. Imagens aéreas feitas pelo Felipe Sião e cedidas ao SF Notícias mostram ruas, casas e estabelecimentos comerciais inundados. (continua após a foto)

No dia 13 cerca de 23 casas foram interditadas após um deslizamento de terra no bairro Glória. Uma unidade de saúde também foi interditada. Uma equipe do Departamento de Recursos Minerais do Estado do Rio de Janeiro (DRM-RJ) esteve no bairro, fez uma vistoria e liberou as 23 residências no dia seguinte ao deslizamento. A unidade de saúde permanece interditada. O rio já havia transbordado no dia 25 de janeiro e seguiu subindo até a manhã do dia 26, domingo, quando se estabilizou e começou a baixar. No dia 27 as ruas já estavam sem água. Naquele transbordo, o rio atingiu a marca de 6.06 metros.

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