terça-feira , 23 julho 2019

“Chuva de raios” ilumina o céu em Nova Friburgo; 40 atingiram o solo Segundo o Elat, também foram registrados 450 relâmpagos intranuvem, descargas que permanecem entre as nuvens e não tocam o solo

Segundo o Elat, também foram registrados 450 relâmpagos intranuvem, descargas que permanecem entre as nuvens e não tocam o solo

Fotos: Carlos Mafort

Pelo menos 40 raios cruzaram o céu de Nova Friburgo nas últimas horas. A informação é do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat), do Instituto de Pesquisas Espaciais, o Inpe. Os registros, segundo o Elat, aconteceram – na maior parte – entre o começo da noite desta segunda-feira (25/02) e a madrugada de hoje (26). O Max Peters conseguiu registrar um desses raios (vídeo abaixo).

Ainda de acordo com o Elat, foram registrados 40 raios nuvem-solo, que é uma descarga entre uma nuvem Cumulonimbus e o solo. É iniciada pelo movimento para baixo de íons da base (ou do topo) da nuvem. De todos os diferentes tipos de raios, esse é o que representa maior ameaça à vida e à propriedade, uma vez que atinge o chão. O Elat informou ainda que houve o registro de 450 relâmpagos intranuvem, descargas que permanecem entre as nuvens e não tocam o solo.

continua após o vídeo

Alguns moradores afirmaram que registram o chamado raio solo-nuvem, que ocorre entre o solo e uma nuvem Cumulonimbus, iniciado pelo movimento ascendente. Este tipo de raio se forma quando íons negativos atraem o líder, que ergue-se do chão e junta-se com os íons carregados positivamente em uma nuvem Cumulonimbus. Normalmente ocorrem em estruturas altas, como prédios e antenas. O Elat informou que esse é um tipo raro de ser registrado.

O Carlos Mafort pode ter conseguido registrar esse fenômeno. O Elat ainda não confirmou oficialmente se houve registro de raio solo-nuvem em Friburgo. As imagens registradas pelo fotógrafo Carlos Mafort são de tirar o fôlego.

“Foram horas de muitos raios sendo em sua maioria oriundos do solo, das montanhas mais altas direto para as nuvens carregadas de chuva que não veio. A última vez que tive a sorte de conseguir fotografar algo dessa magnitude foi em Outubro de 2014, mas ainda assim o que eu vi hoje foi sem dúvidas algo de tirar o fôlego”, postou Carlos em seu perfil no Facebook.


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