quarta-feira , 21 novembro 2018

Clube se manifesta após jogador ser preso em operação contra tráfico e homicídios Yuri de Carvalho Silva, do Campos Atlético, é um dos artilheiros da Série B2 do Rio

Yuri de Carvalho Silva, do Campos Atlético, é um dos artilheiros da Série B2 do Rio

Vinte e oito pessoas foram presas em uma megaoperação para prender envolvidos com o tráfico de drogas e homicídios em Campos. Batizada de “Verde Oliva” a ação tinha como objetivo cumprir cinco mandados de apreensão de menores, 34 mandados de prisão temporária e 40 de busca e apreensão. Entre os presos está Yuri de Carvalho da Silva, de 23 anos, destaque do Roxinho e um dos artilheiros – com 7 gols – da série B2 do Campeonato Carioca, a terceira divisão do estadual.

De acordo com a representação encaminhada à Justiça, a investigação teve início após a morte do militar do exército Hugo Soares de Alvarenga, no dia 23 de junho deste ano. Com autorização da Justiça, a investigação contou com escutas telefônicas que verificaram que a vítima foi confundida com alguém de uma facção rival e morta a tiros. As escutas também revelaram que o grupo é responsável por diversos homicídios a mando do líder Cassiano Soares da Silva Vicente, o “Cotó”, que, mesmo preso na Penitenciária Carlos Tinoco da Fonseca, ordena mortes de inimigos de dentro do sistema prisional. Outro desses homicídios verificados foi o de Leonardo Felipe, um travesti conhecido por Paolla.

As apurações também comprovaram, segundo a representação, os crimes de tráfico e associação para o tráfico praticados pela organização criminosa, em sua atuação na comercialização de entorpecentes e armas de fogo. A quadrilha teria atuação nas localidades conhecidas como Parque Eldorado e Sapo 2. Ainda segundo as investigações, Cotó também definia quais candidatos poderiam fazer carreatas ou campanhas nas comunidades sob seu domínio e atuaria, ainda, pedindo votos a determinados candidatos.

Além de buscas e apreensões nas casas dos suspeitos, os agentes também fizeram uma varredura em celas, como a do custodiado Cassiano, que teria acesso a celulares, drogas, internet e até vídeo game. O Yuri foi outro alvo da operação, apontado pelas investigações como participante da quadrilha.

Em nota o Campos Atlético Associação informou que vem prestando todo apoio jurídico ao atleta e sua família para apuração e defesa dos fatos a ele imputados. O clube disse ainda que não compactua e repudia com veemência qualquer ato ilícito praticado. Veja a nota abaixo.


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