quinta-feira , 14 novembro 2019

Com dois casos recentes de feminicídio, Pádua terá manifestação contra violência e morte de mulheres Ato vai lembrar a morte de duas paduanas, Ana Luiza, morta pelo companheiro, e Maria de Fátima, encontrada morta e enterrada em julho

Ato vai lembrar a morte de duas paduanas, Ana Luiza, morta pelo companheiro, e Maria de Fátima, encontrada morta e enterrada em julho

Entre dezembro de 2018 e setembro deste ano, foram registrados 121 casos de feminicídio no Estado do Rio, segundo dados do Observatório Judicial da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, do Poder Judiciário fluminense. Entre as vítimas estão Maria de Fátima Pires de Azevedo e Ana Luiza de Oliveira Ramos. Ambas eram moradoras do município de Santo Antônio de Pádua, no Noroeste Fluminense, onde será realizada no próximo dia 24, uma manifestação contra a violência e morte de mulheres. O evento é organizado pela Thais Oliveira, filha de Ana Luiza (foto ao lado), e pelo jornalista Carlos Cunha. A concentração está prevista para as 10h, na Praça Monsenhor Diniz, de onde os participantes seguirão até a Praça Pereira Lima. “O feminicídio vem crescendo em todo o país e somente em Pádua vários casos já ocorreram, entre eles dois mais recentes, o caso Maria de Fátima e o caso da Ana Luiza. Vamos lutar contra a violência, vamos lutar em favor à vida das mulheres” – convidam os organizadores.

Ao SF Notícias, Thaís Oliveira disse que a passeata é muito importante para ela. A mãe dela morreu após ser esfaqueada pelo companheiro na noite de Natal, em 2018. O crime aconteceu no bairro Gerador e Ana Luiza chegou a ser socorrida pelo Corpo de Bombeiros, mas morreu antes de chegar ao hospital. Dois dias após o crime, o acusado foi preso durante cumprimento de um mandado de prisão preventiva. Segundo a Polícia Civil, o crime foi motivado por ciúmes e pelo fim do relacionamento. Leia AQUI

“Eu quero conscientizar as mulheres que hoje em dia não podemos confiar em ninguém, que é preciso se abrir. Não quero que aconteça com outras o que aconteceu com a minha mãe, porque ela tinha medo de falar sobre a vida dela. Eu quero que as mulheres se abram. Infelizmente, todas estamos sujeitas a isso. O feminicídio aumenta cada vez mais na nossa sociedade e todas estamos sujeitas a enfrentá-lo. Por isso, é necessário ficarmos juntas e sermos a força uma das outras, pois só assim seremos mais fortes e poderemos enfrentar isso” – afirma Thais. A vítima mais recente do crime na cidade foi Maria de Fátima, que foi encontrada morta e enterrada em um imóvel próximo de sua casa no dia 11 de julho (foto à direita). Ela estava desaparecida desde 23 de junho. (Reveja AQUI)

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