sexta-feira , 22 novembro 2019

Concursados do CBMERJ, PMERJ e PCERJ deverão ser admitidos após pagamento do 13º dos servidores estaduais Além deles, ainda estão na mesma situação três mil agentes penitenciários

Além deles, ainda estão na mesma situação três mil agentes penitenciários

Os concursados aprovados para cargos de segurança pública do Rio deverão ser admitidos após o Governo do Estado pagar o décimo terceiro salário de 2017 dos servidores estaduais. O Executivo também fará um planejamento específico para cada categoria, com um cronograma de convocações até o fim deste ano. As informações foram repassadas pelo presidente em exercício da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), André Ceciliano (PT), e o líder do governo na Casa, Gustavo Tutuca (MDB), em reunião com os concursados de diversas categorias da área da segurança nesta terça-feira (27/03).

Ceciliano acredita que o governo deve pagar o décimo terceiro salário dos servidores no início de abril. “Estamos construindo uma solução negociada e não podemos radicalizar os debates. O governador Luiz Fernando Pezão garantiu que só está aguardando esses pagamentos atrasados para a convocação dos concursados da segurança”, afirmou o presidente em exercício da Alerj.

Já Gustavo Tutuca explicou que o Governo do Estado só está esperando a realização de uma operação de crédito para antecipar recursos de royalties e participações especiais do setor de petróleo. “É necessário que o mercado internacional esteja com condições favoráveis para o Executivo realizar essa operação. Com esses recursos, será possível pagar o décimo terceiro dos servidores para depois começarem as convocações dos concursados”, explicou Tutuca. Ele também garantiu que o governo já está montando um cronograma para admissão dos aprovados de cada categoria.

Categorias

Atualmente, quatro mil soldados estão esperando admissão pela Polícia Militar. Já pela Polícia Civil, 316 papiloscopitas e 248 oficiais de cartório estão aguardando a nomeação. Além deles, ainda estão na mesma situação três mil agentes penitenciários e 411 bombeiros militares, entre guarda-vidas, combatentes e enfermeiros.

A presidente da Comissão de Segurança da Casa, deputada Martha Rocha (PDT), afirmou que a convocação desses novos funcionários é fundamental para a melhoria do trabalho das polícias do Rio. “Espero que esse problema seja resolvido pelo governo o mais rapidamente possível. Os concursados podem ter a certeza que os deputados da Alerj estão fazendo todas as intervenções possíveis com o governador para agilizarmos todo esse processo”, garantiu. Também estiveram presentes nessa reunião os deputados Milton Rangel (DEM), Gilberto Palmares (PT), Paulo Ramos e Zaqueu Teixeira, ambos do PDT.

Concursados

Presentes no encontro, os concursados demonstraram angústia e reclamaram da longa espera para serem admitidos. Alex Bernardo de Medeiros, que foi aprovado no concurso de soldado da Polícia Militar de 2014, afirmou que tem muita dificuldade de conseguir um emprego formal. “Os patrões não querem contratar funcionários que podem sair a qualquer momento, como é o nosso caso. Atualmente, trabalho de casa, prestando serviços de informática”, disse. Alex Bernardo, que tem 23 anos, também relatou que um amigo de concurso morreu de câncer e nunca foi admitido. “Ele faleceu desempregado e deixou uma filha de dois anos”, lamentou.

Já Renata Macedo Pereira, que foi aprovada para papiloscopista da Polícia Civil em 2014, explicou que 96 pessoas já fizeram o curso na academia de polícia, mas não foram convocadas. “Esses colegas tiveram que largar suas profissões, já que o curso tem seis meses de duração e é em tempo integral. Tive sorte de não ser chamada para fazer o curso em 2015, senão estaria desempregada. Consegui manter meu emprego de gerenciamento de projetos em uma empresa, mas é muito ruim essa incerteza. Não posso me planejar”, declarou Renata.

Fonte: Alerj

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