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Conheça Manolo Herrera, o poeta campista de origem, paduano de acolhimento e fidelense de coração

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Fotos: Matheus Almeida.

Manolo Herrera é uma daquelas pessoas que te surpreende; por fora uma pessoa simples, com um jeito de andar simples, roupas simples, e objetos pessoais que para a atualidade já estão ultrapassados. Mas por dentro, uma pessoa rica em cultura, educação, inteligencia e inspiração. A equipe do SF Notícias teve o prazer de conhecer essa figuraça, que chama a atenção por onde passa.

A historia deste homem um dia se cruzou com São Fidélis: “Minha Cidade Poema”, como ele gosta de chamar, a cidade, foi fundamental em sua vida. Manolo veio para cá a trabalho, onde ficou por apenas um ano, mas jamais esqueceu.

Nascido no interior de Campos do Goytacazes, na localidade chamada Santana, onde viveu até os sete anos de idade com o pai, um produtor rural, concluiu o primário em uma escola pública, chamada Visconde do Rio Branco, na Lapa, em Campos. Depois cursou o antigo ginásio no Colégio Batista. É formado em contabilidade e em direito desde 1987.

Aos 19 anos passou em dois concursos, um deles para o Banco do Brasil, onde foi trabalhar em Santo Antônio de Pádua. Depois para São Fidélis, mas só ficou 12 meses trabalhando na cidade, até voltar para Campos. Pelo seu envolvimento com os três municípios, ele se declara ”fidepaduista”, que é a mistura de fidelense, paduano e campista.

Manolo é um poeta nato. Desde seus 15 anos, vem escrevendo poemas e impressionando com sua criatividade e delicadeza na colocação das palavras. Hoje ele coleciona centenas de poemas e livros autorais. Dentre os seus poemas,um foi feito exclusivamente para São Fidélis, no livro ”Imagens e Miragens”:

  Serpenteia meu doce Paraíba!

sÃs lagostas pululavam dos puçás arriba…

  Oh! Como recordo… Eram como mágica,

   Fatalmente veio a mancha trágica…

   Imundou-a matando seres viventes,

  Descaso desses racionais e inteligentes.

  É o que fazem da divina natureza:

  Lixeira e fossa de suas impurezas,

  Inebriados e cegos pelos lucros diretos!

 Sem se lembrarem dos nossos filhos e netos…

Manollo Herrera.

SFn