Conta de luz vai subir com novos valores das bandeiras tarifárias O maior reajuste ocorreu na bandeira amarela, passando de R$ 1 a R$ 1,50 para cada 100 quilowatts-hora (kWh)

O maior reajuste ocorreu na bandeira amarela, passando de R$ 1 a R$ 1,50 para cada 100 quilowatts-hora (kWh)

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (21/5) uma resolução que estabelece as faixas de acionamento e os adicionais das bandeiras tarifárias com vigência em 2019, ou seja, um reajuste nos valores da bandeira tarifária amarela e da bandeira vermelha, nos patamares 1 e 2.

O maior reajuste ocorreu na bandeira amarela, passando de R$ 1 a R$ 1,50 para cada 100 quilowatts-hora (kWh). O patamar da bandeira vermelha 1 passou de R$ 3 para R$ 4 a cada 100 kWh, e o patamar 2 da bandeira vermelha passou de R$ 5 para R$ 6 por 100 kWh consumidos. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica, a alteração foi especialmente motivada pelo déficit hídrico do ano passado, que reposicionou a escala de valores das bandeiras.

Em vigor desde 2015, o sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo real da energia gerada, possibilitando aos consumidores reduzir o consumo quando a energia está mais cara. Além disso, esse custo é pago de imediato nas faturas de energia, o que desonera o consumidor do pagamento de juros da taxa Selic sobre o custo da energia nos processos tarifários de reajuste e revisão tarifária.

O funcionamento das bandeiras tarifárias é simples: as cores verde, amarela ou vermelha (nos patamares 1 e 2) indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração. A bandeira verde significa que o custo está baixo, sem cobrança extra na conta de luz. O acionamento das bandeiras amarela e vermelha representam um aumento do custo de produção de energia e, por isso, há cobrança extra na conta de luz. O aumento do custo de geração está ligado principalmente ao volume de chuvas e ao nível dos reservatórios.

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