quarta-feira , 7 dezembro 2016
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Cresce número de casos de violência contra a mulher em nossa região

Foto: Divulgação
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Os casos de violência contra a mulher atingem milhares de brasileiras anualmente. Segundo dados nacionais do site Compromisso e Atitude, os relatos registrados pela Central de Atendimento à Mulher, entre janeiro e outubro de 2015, foram 40,33% superiores ao mesmo período de 2014, onde 44.957 mulheres relataram violência.

Somente este ano, mais de 15 casos de agressão contra a mulher foram registrados em nossa região, sendo casos de agressão física, sexual e assédio sexual. Os últimos registrados aconteceram em São Fidélis, no distrito de Cambiasca, onde mãe e filha foram agredidas pelo companheiro da jovem de 20 anos, e em Italva, onde um homem esfaqueou a ex-mulher, que estava grávida, em um motel às margens da BR-356. Ainda este mês, no dia 04/07, um homem ateou fogo na esposa, em Miracema. Ela teve 90% queimado. No dia 03/07, um homem foi preso acusado de agredir uma mulher com golpes de facão, em Cardoso Moreira. 

Em junho, um homem foi preso após matar uma mulher em Cordeiro. Segundo a polícia, ele teria usado uma barra de ferro para matar sua companheira. Após o crime, o homem se entregou. No dia 25/06, uma mulher foi encontrada morta, com pés e mãos amarrados e amordaçada, em Campos dos Goytacazes.

Suspeito de estuprar adolescente em Campos é preso
Suspeito de estuprar adolescente é preso em Campos

No mês de maio, uma mulher foi agredida, apedrejada e jogada em uma vala, em São Fidélis. Em abril, uma mulher foi morta a facadas em Campos dos Goytacazes. Ela estava na varanda da própria casa, quando foi esfaqueada. Já no mês de março, um homem foi preso na cidade acusado de abordar mulheres com uma faca e tentar agarra-las. No mesmo mês, uma adolescente de 17 anos foi estuprada, próximo ao Instituto Federal Fluminense (IFF), local em que estudava.

Já em fevereiro, um homem foi preso acusado de agredir e violentar uma mulher em Cardoso Moreira. A vítima contou que o acusado usou uma faca para cortar sua calcinha e a obrigou a fazer sexo. No mesmo mês, uma mulher foi porta a pauladas em Nova Friburgo. Segundo a polícia, a vítima foi morta com vários golpes na cabeça. Em janeiro, um homem foi preso após agredir uma mulher com tapas e socos, em Cardoso Moreira.

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Em 2012, a Lei Maria da Penha, nº 11.340/2006, foi considerada a terceira melhor lei do mundo pela ONU. Mas, mesmo sendo conhecida, segundo a Pesquisa Data Popular, por 98% da população brasileira, as agressões contra as mulheres continuam acontecendo. Muitas mulheres não acionam as autoridades e suportam caladas as agressões que podem surgir de parceiros e até familiares.

Segundo a psicóloga, Denise Beraldi, a maioria das mulheres não denuncia a violência doméstica por medo. “A principal razão que impede a mulher de recorrer à Lei para enfrentar seus agressores é o “medo do agressor”. As outras opções como: “vergonha”, “não garantir o próprio sustento” e “preocupação com a criação dos filhos” são justificativas para manter seu casamento”. A doutora afirma que em qualquer caso de agressão, seja ela verbal ou física, a denuncia é fundamental, para que o agressor seja punido corretamente.

Foto: SFnotícias
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Para realizar a denúncia a mulher pode ligar para a Central de Atendimento à Mulher, pelo número 180. O serviço da Central tem o objetivo de receber denúncias ou relatos de violência e de orientar as mulheres sobre seus direitos e sobre a legislação vigente, encaminhando-as para os serviços quando necessário. A denúncia é distribuída para uma entidade local, como a Delegacia Especial de Atendimento a Mulher (DEAM). Na região as cidades de Campos dos Goytacazes e Nova Friburgo possuem a DEAM.

Quando não houver uma delegacia especializada na região do fato ocorrido, a vítima pode procurar uma delegacia comum, onde deverá ter prioridade no atendimento. Se estiver no momento de flagrante da ameaça ou agressão, a vítima também pode ligar para 190.

SFn

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