quinta-feira , 21 novembro 2019

Crianças de 6 meses a menores de 1 ano devem ser vacinadas contra o sarampo, diz Ministério da Saúde Segundo o órgão, o objetivo é intensificar a vacinação desse público-alvo, que é mais suscetível a casos graves e óbitos

Segundo o órgão, o objetivo é intensificar a vacinação desse público-alvo, que é mais suscetível a casos graves e óbitos

Foto: Lucas Silva/Semcom

O Ministério da Saúde divulgou que a partir desta quinta-feira (22/08), todas as crianças de seis meses a menores de 1 ano deverão ser vacinadas contra o sarampo em todo o país. Essa medida preventiva deve alcançar 1,4 milhão de crianças, que não receberam a dose extra, chamada de ‘dose zero’, além das previstas no Calendário Nacional de Vacinação, aos 12 e 15 meses. Para isso, o Ministério da Saúde irá enviar 1,6 milhão de doses a mais para os estados. Segundo o órgão, o objetivo é intensificar a vacinação desse público-alvo, que é mais suscetível a casos graves e óbitos. A ação é uma resposta imediata do Ministério ao aumento de casos da doença em alguns estados.

Nesta terça-feira (20), foi divulgado um novo boletim com os casos de sarampo. O Brasil registrou entre 19 de maio a 10 de agosto de 2019, 1.680 casos confirmados da doença em 11 estados: São Paulo (1.662), Rio de Janeiro (6), Pernambuco (4), Bahia (1), Paraná (1), Goiás (1), Maranhão (1), Rio Grande do Norte (1), Espírito Santo (1), Sergipe (1) e Piauí (1). O coeficiente de incidência da doença foi de 0,80 por 100.000 habitantes.

O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Oliveira, ressaltou que a preocupação com a faixa etária se deve aos surtos anteriores, que acometeram justamente as crianças menores de um ano, que evoluíram para casos mais graves e óbitos. “Por isso, é preciso que todas as crianças na faixa prioritária sejam imunizadas contra o vírus do sarampo, considerando a possibilidade de trânsito de pessoas doentes para regiões afetadas e não afetadas “, esclareceu.

O Ministério esclareceu ainda que a chamada “dose zero” não substitui e não será considerada válida para fins do calendário nacional de vacinação da criança. Assim, além dessa dose que está sendo aplicada agora, os pais e responsáveis devem levar os filhos para tomar a vacina tríplice viral (D1) aos 12 meses de idade (1ª dose); e aos 15 meses (2ªdose) para tomar a vacina tetra viral ou a tríplice viral + varicela, respeitando-se o intervalo de 30 dias entre as doses. A vacinação de rotina das crianças deve ser mantida independentemente de a criança ter tomado a “dose zero” da vacina. Na rotina do Sistema Único de Saúde (SUS) a tríplice viral está disponível em todos os mais de 36 mil postos de vacinação em todo o Brasil. A vacina previne também contra rubéola e caxumba.

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