Crime ambiental no Parque Estadual do Desengano

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Fotos: Divulgação

Homens do Parque Estadual do Desengano (PED) identificaram durante uma fiscalização de rotina, vários crimes ambientais que estavam ocorrendo em uma propriedade particular na localidade Alto do Imbé, no município de Santa Maria Madalena.

Os crimes de supressão de vegetação nativa, com corte de espécies de porte arbóreo, arbustivo e herbáceo, aconteciam em área de aproximadamente 20.000 m², onde havia um curso d’água perene e uma nascente, caracterizando a área como de preservação permanente (APP). Ainda na mesma propriedade, o curso da água estava sendo represado com utilização de pedras do rio e alvenaria.

Foram encontradas também no local, 64 peças de braúna (Melanoxylon brauna), espécie nativa que consta na Lista Oficial das Espécies da Flora Brasileira Ameaçadas de Extinção (IBAMA, 2008). Os crimes ocorreram no entorno imediato do parque e sem licença ou autorização do INEA.

desengano 1O proprietário foi autuado e irá responder por crime ambiental, conforme a Lei 3.467/2000, art. 44º, 46º e 94º e irá pagar multa. A madeira foi apreendida e ficou depositada na sede do Parque Estadual do Desengano. As atividades na área impactada foram suspensas e isoladas para sua regeneração natural. O proprietário foi intimado a promover o desfazimento do represamento do curso d’água e recuperar suas margens.

Segundo Leonardo Barros, funcionário do INEA, responsável pela administração do Horto Florestal Santos Lima, onde está situada a sede do PED, a produção e manutenção de mudas de braúna é extremamente difícil. Portanto, é de fundamental importância a preservação dessa espécie.
Contamos com a colaboração de todos e esperamos que a identificação do corte ilegal da braúna, bem como das demais espécies da nossa flora e fauna, sejam denunciadas.

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