sexta-feira , 15 dezembro 2017

Déficit de PMs chega a quase 600 somente em UPPs e continua atingindo cidades da região Sendo principal motivo para a transferência de policiais para a Capital do estado, cidades da região continuam "perdendo" efetivo

Sendo principal motivo para a transferência de policiais para a Capital do estado, cidades da região continuam "perdendo" efetivo

Foto: Arquivo

O déficit de policiais militares nas Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) preocupa moradores e agentes que trabalham nas comunidades. Dados da Secretaria de Segurança Pública (Seseg) mostram que só nas UPPs, o número de PMs que deveriam ter a quantidade que realmente têm. A diferença é de 584.

O levantamento de Março deste ano, revela o déficit preocupante e que vem sendo o principal motivo para a transferência de policiais para a Capital do estado. Com o levantamento observa-se que apenas há duas exceções, a UPP Alemão, que deveria ter 320 PMs e tem 323, e a UPP Parque Proletário, que deveria ter 200, tem 204.

A situação se torna ainda mais grave com a atual situação financeira do estado, que desde 2016 pediu falência ao governo federal, não apresenta soluções eficazes para segurança pública não apenas da Capital, mas de todo o estado que ocupa as piores colocações de segurança, com cidades interioranas, como Campos dos Goytacazes no Norte, mergulhada no caos urbano sendo a 19ª cidade mais violenta do mundo de acordo com o ranking da ONG mexicana Conselho Cidadão para Segurança Pública e Justiça Penal.

A cidade subiu 20 posições no ranking em relação a lista divulgada em 2016. A piora significativa de colocação reflete os números alarmantes da violência no município. Segundo dados do ISP, em 2016 foram 272 homicídios registrados em Campos. Em 2015, foram 175 casos. E ainda assim se tem policiais transferidos para a Capital por falta de efetivo, já não bastando a carência do município. O estudo é realizado em municípios com mais de 300 mil habitantes e analisa dados sobre o número de assassinatos.

 


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