Deputados se reúnem com interventor e pedem ações no interior do Estado Há uma semana, Exército fez operação em Campos, Itaocara e Pádua, mas foram embora após a ação

Há uma semana, Exército fez operação em Campos, Itaocara e Pádua, mas foram embora após a ação

Deputada Martha Rocha

Integrantes da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) se reuniram nesta quarta-feira (28) com o interventor federal da Segurança Pública do Rio, general Walter Braga Netto, no Palácio Duque de Caxias, Centro do Rio.

Segundo os deputados, o general sinalizou que as ações da intervenção vão alcançar municípios de todo o estado do Rio. A presidente da comissão, deputada Martha Rocha (PDT), apresentou sugestões para melhorar o combate ao roubo de cargas, além de pedir a admissão de concursados na área da segurança e o reforço do policiamento da Baixada Fluminense e do interior.

Martha Rocha também informou que uma reunião com a equipe de intervenção acontecerá na Alerj, ainda sem data definida. A parlamentar garantiu que o trabalho do legislativo continuará sendo feito normalmente mesmo com a intervenção. “Votamos projetos de lei sobre segurança pública na semana passada e vamos continuar discutindo matérias desse tipo. A reunião com o general foi muito proveitosa e estreitamos nosso laço. Assim que as ações da intervenção acontecerem, vamos marcar um encontro na Alerj com a equipe”, declarou.

Segundo a parlamentar, o general se comprometeu a atuar em todo o Estado do Rio. Martha Rocha também entregou um estudo, realizado pela Alerj, sobre o combate ao roubo de cargas e lembrou que o orçamento de R$ 11 bilhões para a área da segurança, aprovado pela Alerj no fim do ano passado, também poderá ser usado na intervenção. “Minha preocupação é com a migração da criminalidade para o interior. Mas o interventor me garantiu que as Forças Armadas estarão em todos os municípios fluminenses. Ele também relatou que terá verba federal, mas ainda não sabe a quantia disponível. Além dessa verba, todo o orçamento do estado para a segurança poderá ser usado pela intervenção”, garantiu.

Outra preocupação dos parlamentares foi sobre a admissão dos concursados da área de segurança. São quatro mil policiais militares que esperam a convocação, além de papiloscopistas, oficiais de cartório e agentes penitenciários. “Mesmo sem ter o poder de contratar trabalhadores, a intervenção pode melhorar a estrutura das policias. É fundamental o investimento social para que não seja utilizada somente a estratégia do confronto”, concluiu a parlamentar.

Há uma semana, militares do Exército fizeram operações em rodovias que cortam municípios das regiões Norte e Noroeste Fluminense. As operações fizeram parte do Decreto Presidencial de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), publicado antes do anúncio da intervenção no Estado. Três mil militares das Forças Armadas (Marinha, Exército e Aeronáutica), com apoio de veículos blindados e aeronaves foram usados na ação que durou dois dias.


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