DER estuda colocar quebra-molas em trecho com alto índice de mortes na RJ-158, em São Fidélis Em duas semanas, duas pessoas morreram em acidentes. "Prefiro colocar quebra-molas e a população me xingar do que perder mais vidas", disse engenheiro do DER

Em duas semanas, duas pessoas morreram em acidentes. "Prefiro colocar quebra-molas e a população me xingar do que perder mais vidas", disse engenheiro do DER

Fotos: arquivo

O Departamento de Estradas e Rodagens (DER) estuda a colocação de quebra-molas em um trecho da RJ-158 com alto índice de acidentes, sendo muitos deles, fatais. Estamos falando do trecho onde está localizada uma pedreira e uma transportadora em São Fidélis, local de grande movimentação de caminhões e carretas.

Mesmo com placas e redutores de velocidade, o número de acidentes impressiona. A última vítima foi o senhor José Luiz Cremonez Ferraz, de 64 anos, que morreu ao colidir contra uma carreta que atravessava a rodovia na última quinta-feira (10/01). Ele seguia sentido São Fidélis, e a carreta deixava uma distribuidora.

A estatística de acidentes nesse local é imensa. Há duas semanas, uma pessoa morreu e cinco ficaram feridas na colisão entre dois carros. Em um dos veículos estava Jorge Luiz Cornelio Barcelos, que não resistiu aos ferimentos e morreu momentos após dar entrada no Hospital Armando Vidal. Ele ficou preso às ferragens.

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Em novembro do ano passado, quatro pessoas ficaram feridas em três capotamentos que foram registrado no local. Em outubro, mais dois acidentes foram registrado. Em um deles, um carro capotou deixando um ferido. No outro, um caminhão bateu fortemente contra uma árvore e tombou. O veículo ficou destruído e três pessoas ficaram feridas. Já em agosto, cinco pessoas da mesma família, entre elas um bebê, ficaram feridas após um carro ter caído em uma ribanceira.

“Tem placas pedindo para as pessoas reduzirem a velocidade, alertando para entrada de caminhões e ninguém respeita. Por mim, eu já tinha colocado quebra-molas. Prefiro colocar quebra-molas e a população me xingar do que perder mais vidas. Olha quantas pessoas morreram ali. São inúmeros acidentes”, disse o engenheiro do DER, Ivan Figueiredo.

Segundo ele, ainda não está certo a colocação de quebra-molas no trecho, mas o assunto está sendo discutido e será decidido ao longo dessa semana.


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