sexta-feira , 9 dezembro 2016
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Devido a seca, peixe não consegue completar o ciclo da desova

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Fotos: Manuela Escalla / Vinnicius Cremonez

Não é novidade pra ninguém que o baixo nível do Rio Paraíba do Sul está prejudicando diversos setores, mas os pescadores, estão sendo os mais afetados. A dificuldade está grande devido o baixo volume de água do rio, e o pescador encontra dificuldades para encontrar cardumes. Com o rio baixo, peixes Presidente da Colônia de Pescadorescomo Tainha e Robalo, não sobem para Piracema.

Durante uma entrevista ao SF Notícias, o Presidente da Colônia de Pescadores de São Fidélis, Cirlei Souza Neto, disse que há dois anos, os pescadores estão com dificuldades de encontrar peixe, pois muitos não estão se desovando.

“O rio não tinha as condições ideais devido a temperatura e o volume de água, e com isso, o peixe não conseguiu fazer o seu ciclo”, disse o presidente.

O pescador vive de incerteza, mas essa incerteza está aumentando a cada dia com a seca, e fazendo com que muitos, deixem de sair para pescar. “Estamos sofrendo com o tempo, o clima é a crise hídrica. Estou preocupado com a situação do rio nos próximos meses, onde a estiagem é maior”.

pescador 2Cerca de 150 pescadores do município fazem parte da Colônia Z-21 de São Fidélis, mas existem muitos que vivem da pesca, mas não é afiliado. A colônia ainda é responsável por pescadores em Itaocara, Cambuci, Aperibé, Miracema, Santo Antônio de Pádua, São Sebastião do Alto e Cantagalo. Uma das grandes dificuldades que os pescadores dessas cidades estão enfrentando, é a falta de peixe, pois muitos, estão voltando para casa, sem nada no barco.

Ainda segundo o presidente, como muitos pescadores não fazem parte da colônia, não é possível precisar o número de famílias que dependem diretamente ou indiretamente da pesca no município, mas que esse número, deve passar de 250 famílias, que estão encontrando dificuldades com a seca.

Todos esses problemas irão aumentar com a instalação de uma usina hidrelétrica no Rio Paraíba do Sul, em Itaocara, cuja as obras, devem começar em janeiro de 2016.

“Essa usina vai se mais prejudicial ainda. Vai existir um controle de represa, onde o em alguns momentos o rio vai ficar alto, e em outros, vai ficar com um nível mais baixo ainda. A colônia está pleiteando uma indenização para os pescadores e projetos para diminuir os impactos que serão causados pela usina”, concluiu Cirlei.

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SFn