segunda-feira , 17 fevereiro 2020

Em 2019, RJ registrou 32.514 casos de dengue, 1.556 de Zika e 86.187 de chikungunya; 64 pessoas morreram Óbitos foram de pessoas com chikungunya; projeções apontam para um aumento de casos neste ano, segundo secretário de Estado de Saúde

Óbitos foram de pessoas com chikungunya; projeções apontam para um aumento de casos neste ano, segundo secretário de Estado de Saúde

O mosquito Aedes aegypti continua sendo uma ameaça para a população do Estado do Rio. Em 2019, foram notificados 32.514 casos de dengue, 1.556 de Zika e 86.187 de chikungunya, com 64 óbitos para a última enfermidade. As demais doenças não registraram ocorrências de mortes. Em 2018, foram registrados 14.752 casos de dengue, 2.462 de Zika e 40.144 de chikungunya. Neste ano, até o último dia 4, já foram registrados 804 casos de dengue, 20 de Zika e 754 de chikungunya. Na última semana foi lançada a campanha “Irmãos Detetives em Ação Contra o Mosquito”. O objetivo é mobilizar a população contra o Aedes. A iniciativa alerta sobre os riscos das doenças, principalmente pela possibilidade da reentrada do vírus tipo 2 da dengue no estado, além de dar várias dicas de como eliminar os focos do vetor dentro das residências. (Continua após a publicidade)

Segundo o Secretário de Estado de Saúde, Edmar Santos, a previsão é de que o número de casos aumente: “Estamos na estação mais quente do ano, o verão, e as projeções apontam para um aumento de casos. A campanha convoca a população para fazer parte desta luta, eliminando os criadouros ao cobrir tonéis, caixas d’água, garrafas e baldes, além de manter limpos ralos e calhas. Bastam dez minutos por semana para fazer uma inspeção no imóvel e evitar a proliferação do inseto”, explica. A campanha, que tem como personagens os youtubers Anny e Caio, sucesso entre o público infantojuvenil, propõe uma participação efetiva das famílias contra o Aedes nos lares, locais onde se encontram 80% dos focos da doença. Há ainda uma preocupação quanto a dengue tipo 2. Para Alexandre Chieppe, médico da SES, depois da epidemia de dengue tipo 2 em 2008, quando foram registrados 235 mil casos, com 271 mortes, existe uma nova geração que não teve contato com o mosquito, ficando mais suscetível à doença.

“A possível reintrodução do vírus tipo 2 no estado está relacionada à recente epidemia que ocorreu em São Paulo e em Minas Gerais, devido aos movimentos migratórios entre esses estados e o Rio. Crianças que nasceram depois de 2008 estão mais vulneráveis, pois não tiveram contato com esse agente transmissor. Por isso, é importante o lançamento da campanha e a participação de todos no combate ao inseto”, destaca Chieppe. Entre as algumas medidas para eliminar criadouros do mosquito estão: “Colocar areia nos pratos dos vasos de plantas; Manter ralos limpos jogando água sanitária ou desinfetante semanalmente, e se não for utilizá-los, mantenha-os vedados; jogar no lixo todo objeto que possa acumular água; lavar utensílios usados para guardar água em casa, como jarras, garrafas, potes, baldes, etc e manter caixas d’água, cisternas, tonéis e outros depósitos de água sempre bem fechados, com a tampa adequada, para impedir a entrada do mosquito.

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