segunda-feira , 17 fevereiro 2020

Em Campos, Procon fiscaliza estabelecimentos em busca de cervejas da Backer Quarta morte por ingestão de dietilenoglicol, substância tóxica encontrada em cervejas produzidas pela Backer foi confirmada ontem (16)

Quarta morte por ingestão de dietilenoglicol, substância tóxica encontrada em cervejas produzidas pela Backer foi confirmada ontem (16)

Fotos: Divulgação/ Rodrigo Silveira

A Superintendência do Procon, no município de Campos dos Goytacazes, Norte Fluminense, segue a determinação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que solicitou o recolhimento e a suspensão da comercialização de todos os produtos da cervejaria mineira Backer. Nesta quinta (16), uma equipe do órgão municipal de Defesa do Consumidor (Procon) iniciou a fiscalização dos produtos a procura de lotes fabricados entre outubro de 2019 e 13 de janeiro de 2020. De acordo com a Prefeitura, mais de 10 estabelecimentos foram visitados para realizar o levantamento, entre eles hipermercados e supermercados. Após a vistoria, o local recebe o Auto de Constatação, no caso de identificação do produto o documento público declara o recolhimento do lote. (Continua após a publicidade)

“Até o momento não encontramos nenhum lote comercializado pela Backer, a recomendação é que ninguém consuma tal produto até o final da investigação” – afirmou Bruno Lopes, superintendente adjunto do Procon Campos. Caso algum produto seja encontrado o Procon deve ser acionado, através de denúncia, para realizar a apreensão. Para quem adquiriu lotes do produto o órgão sugere que o cidadão procure o local de compra para realizar do descarte. As denúncias podem ser feitas através do número (22) 98175-2561. Nesta quinta também foi descartada intoxicação por consumo de cerveja da marca, em uma moradora de Miracema, que chegou ficar internada. (Reveja AQUI)

Ainda nesta quinta, a Secretaria de Saúde de Minas Gerais confirmou a quarta morte por ingestão de dietilenoglicol, substância tóxica encontrada em cervejas produzidas pela Backer. Ao todo, são 18 casos, incluindo mortes e internações por intoxicação. Inicialmente, havia a confirmação de lotes contaminados por dietilenoglicol na cerveja Belorizontina. Mas, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento confirmou a presença de substâncias tóxicas em outras cervejas produzidas pela empresa. Além dos já divulgados três lotes de Belorizontina, que no Espírito Santo é comercializada com o rótulo de Capixaba, foram encontrados vestígios das substâncias tóxicas nas marcas Capitão Senra, Pele Vermelha, Fargo 46, Backer Pilsen, Brown e Backer D2. (Com informações da Agência Brasil)

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