terça-feira , 22 outubro 2019

Em estado de alerta: produção da P-50, na Bacia de Campos, é interrompida após rompimento de amarra Segundo o Sindipetro-NF, há possibilidade de evacuação da embarcação onde 178 pessoas trabalham embarcadas. A P-50 produz 20 mil barris de petróleo por dia, e cerca de 500 milhões de metros cúbicos de gás natural

Segundo o Sindipetro-NF, há possibilidade de evacuação da embarcação onde 178 pessoas trabalham embarcadas. A P-50 produz 20 mil barris de petróleo por dia, e cerca de 500 milhões de metros cúbicos de gás natural

A Petrobras divulgou que interrompeu a produção na plataforma P-50, localizada na Bacia de Campos, devido ao rompimento de amarra do sistema de ancoragem. A plataforma está no campo de Albacora Leste, e a produção foi interrompida preventivamente na noite de domingo (22/09). Ainda de acordo com a estatal, a P-50 é ancorada por outras 15 amarras. “A plataforma encontra-se estável e em segurança, sem oferecer qualquer risco às pessoas e ao meio ambiente”, diz um trecho da nota divulgada pela empresa.  Atualmente, 178 pessoas trabalham embarcadas na unidade.

A nota diz ainda que a “Petrobras está tomando todas as medidas necessárias para o reparo do sistema e retomada da produção o mais rapidamente possível”. Por dia, a unidade produz, em média, 20 mil barris de petróleo e cerca de 500 milhões de metros cúbicos de gás natural diários. Segundo o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense, o navio vinha com deficiência na ancoragem há alguns dias, com duas amarras rompidas. Na noite de domingo a terceira amarra se rompeu.

“Como já estávamos com a deficiência na ancoragem, no momento do rompimento da terceira amarra estávamos com um barco tracionando a proa da plataforma com 15 toneladas de tensão, agora esse mesmo barco está aplicando uma tensão de 100 toneladas, o que manteve nosso passeio (afastamento) em 40 metros, já foi acionado um segundo barco para maior força no tracionamento. Estamos em processo de parada de produção, com cuidados para não danificar os poços”, relataram os trabalhadores ao sindicato.

Mais do SFn