segunda-feira , 18 dezembro 2017

Em família

Fotos: Divulgação
Fotos: Divulgação

Olá pessoal, tudo bem? Na minha coluna de hoje, abro espaço pra minha amiga mais novelei​ra e ma​ior​ fã de Maneco que eu tenho​: ​Gabi Florence​. Ela​ assistiu toda a novela e vai dividir com a gente seu ponto de vista.

 É com você Gabi!!

“Quem não para pra ver a novela das nove que atire a primeira pedra! Nada mais Brasileiro, nada mais ”nossa cara’’, nada mais reconfortante do que chegar em casa e ver a novelinha das nove.

Um dos motivos deve ser porque retrata nossa sociedade, nos tirando do nosso dia ”pirante”, um cotidiano remoto.Eu acredito  que essa cultura ainda seja mais forte para as mulheres  pois é aonde  ainda nos refugiamos e nos colocamos na nossa função ‘’pause”, nos projetando em fantasias e histórias que não são as nossas, mas que dia a dia tomam conta do nosso cotidiano e nos libertam das nossas inúmeras funções ”mulher maravilha’’, já que na  hora da novela podemos nos dar o direito de estar em modo “off” sem ser incomodadas e nem contestadas…. Delícia né?

Bom… Mas para que possamos largar os nossos iPhones, IPad, filhos, namorados, maridos e trabalhos e ter a velha e boa desculpa de ‘’Peraí… Agora estou vendo a novela” e sermos aceitas (pois essa desculpa ainda é uma das poucas que, sejamos sinceras, cola direitinho)…. rsrsrs é no mínimo necessário que a novela seja boa né?

Maneco iniciou sua carreira em 1950 e fez novelas que marcaram época. Não sei vocês, mais eu amava ver ”Felicidade” e me lembro até hoje de ter em ”fita cassete’’, sim,”fita” aquelas músicas e apresentar a ”’dança” pra professora da escola. Ando vendo o remake de ”por amor” e lembro direitinho de como eu era apaixonada pelo ”Caio’ e sonhava em ser a ”Joice”, mesmo grávida…. rsrsrsrs.

Bom, a fissura era tanta que em ”Viver a Vida” eu ainda quis ser Alinne Morais e não nego que cheguei a me vestir igual, usando camisas xadrez e shorts  jeans… Só faltou a cadeira de rodas….

Brincadeiras a parte, temas como bissexualidade, jogo de bicho, alcoolismo, leucemia e preconceitos sempre foram muito bem retratados das novelas de Maneco.

em-familia-1-laerte-e-luizaMas na última: ’’Em família” eu por exemplo não gostaria nem um pouco de ser a Bruna Marquezine e motivos não me faltam… Quem em sã consciência largaria um namorado bonito, legal, simpático para se apaixonar pelo amor de infância da mãe? Quem tem ‘’peito” pra brigar de tal maneira e revirar o passado de tal forma? Bom… Eu não tive a menor vontade de ser a Luisa: Metida, prepotente… me diz quem que com 18 aninhos sai de casa de nariz empinado contra a vontade  dos pais sendo que a bonita não trabalha e que são eles, os próprios pais que pagam tudo pra menininha mimada. Eta aborrecente chata.

Falando de Maneco, apesar de já sabermos que ele é um autor que mostra as crônicas da elite carioca, e que não existe pobreza em suas tramas passadas todas no Leblon, dessa vez foi demais né? ’’Em família” destoa ainda mais de todas as outras novelas e me incomoda como o mundo da novela é cor-de-rosa, sem pobreza, com várias empregadas em uma casa (imagina quanto custa para tê-las na legalidade e com carteira de trabalho) etc… Além de ter uma história ausente, lenta e difícil de engatar, “Em Família” foi difícil de digerir: A família inteira morando no mesmo predio no Leblon? É DE RIR….

Clara e Marina, o casal ”Clarina” são até fofas… Mas o que falar sobre Cadu ter aceitado tão rápido sua mulher ter em-familia-clara-e-marina-dormem-juntas-61047virado lésbica a ponto de ser padrinho dela no casamento? Meio surreal…

A diferença de idade de 10 anos que fazem Natália do Vale ser mãe de Júlia Lemmertz, bom sem comentários… Laerte ”pegar” todas as mulheres da trama e Luiza não se incomodar… e muitos outros fatores que fizeram com que a trama definitivamente não engatasse. 

Mas…Falando dos pontos positivos: A novela fez uma ótima abordagem sobre alcoolismo e o ator o Thiago Mendonça (Felipe) foi super verosímil… E deu um  show de atuação. A Juliana (Vanessa Gerbelli) e sua questão sobre a maternidade a tornou complexa o que eu particularmente gostei, pelo menos uma personagem com questões psicológicas.

Shirley-Em-FamíliaE pra mim a Viviane Pasmanter (Shirley), deu um show de realismo, não foi vilã, não foi mocinha, foi sincera, foi engraçada, foi ela, foi boa mãe na medida em que lhe cabia, foi humana.

A Bárbara (Polliana Aleixo), filha de Shirley, na minha opinião deveria ter sido a protagonista… rsrsrsrrs… madura, fofa, engraçada…. enfim… cresceu muito na novela.

E o final… bem, o último capítulo, apesar de ser previsível, exceto pela morte de Laerte que leva um tiro improvável de Lívia (Louise D’Tauni), ao contrário do que muitos telespectadores demostraram nas redes sociais, já que logo após a morte de Laerte a cena pula para uma passagem do tempo, e mostra vários personagens felizes, eu acho que essa foi a melhor parte do capítulo final. Afinal é a vida como ela é. E ela continua. Ninguém para no tempo pela morte do outro. Existe um sofrimento, mas vamos lá. Existe Paris, Monet e outros amores… E com certeza outras novelas com outras pegadas!em-familia-bruna-marquezine

Mas não vou negar, espero muito que venham um pouco mais de Avenida Brasil por aí e mais do Felix também, por favor!

E voces o que acharam da novela?

Deixem seus comentários pessoal!

Beijo grande e até uma próxima!

Gabi!”


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