segunda-feira , 27 janeiro 2020

Em grupos, familiares de PMs organizam protestos na porta de batalhões da região O movimento busca cobrar do Governo do Estado o pagamento do 13º salário, do RAS e de metas alcançadas em 2015

O movimento busca cobrar do Governo do Estado o pagamento do 13º salário, do RAS e de metas alcançadas em 2015

Fotos: reprodução

Em grupos de whatsapp, familiares de policiais militares estão organizando protestos que devem acontecer na próxima sexta-feira (10/02) na porta de batalhões em todo o Estado, entre eles, o 36º BPM e 29º BPM, responsáveis pela segurança em municípios da Região Noroeste Fluminense como, Santo Antônio de Pádua, Miracema, Italva e Itaperuna.

Em decorrência do Regime Interno da corporação, os policiais não podem fazer greve ou paralisação; por esse motivo, os protestos estão sendo organizados por seus familiares. O movimento busca cobrar do Governo do Estado o pagamento do 13º salário, do RAS e de metas alcançadas em 2015.

A ideia é fazer algo semelhante ao que está acontecendo no Espírito Santo. Os familiares devem ir para a porta dos batalhões e impedir a saída dos policiais para patrulhamento na cidade. “Levam água, alimentos e cadeiras”, disse o integrante de um dos grupos criados no whatsapp.

Em uma enquete feita nesta quarta-feira (08/02) na página do SF Notícias, cerca de 445 pessoas disseram que apoiam o movimento, e 185 são contra. Mais de 18 mil pessoas acessaram o link da enquete em duas horas, muitas delas deixaram comentários apoiando o movimento.

A assessoria de imprensa da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro informou que os documentos sobre greve divulgados ontem nas redes sociais são falsos.  A PM disse ainda está conscientizando seus integrantes das graves consequências de uma paralisação. “Protestos são legítimos, mas estamos buscando outra forma de reivindicar nossos direitos. Comandantes de Unidades estão reunindo a tropa para alertar sobre os males incalculáveis e irreparáveis que nossa ausência causaria. Paralisar um serviço essencial afetaria toda a população, incluindo nossas famílias“, diz a nota.

No estado vizinho, mas de 80 pessoas morreram em cinco dias de protesto. A todo o momento um novo estabelecimento é arrombado e saqueado. Troca de tiros virou rotina nas ruas capixaba.

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