segunda-feira , 16 setembro 2019
Foto: Modec

Empresas começam a retirar resíduos de óleo para remover plataforma onde houve vazamento na Bacia de Campos Operações de descomissionamento e remoção são feitas pela empresa japonesa Modec e pela brasileira Petrobras. Mais de 100 trabalhadores tiveram que deixar a embarcação

Operações de descomissionamento e remoção são feitas pela empresa japonesa Modec e pela brasileira Petrobras. Mais de 100 trabalhadores tiveram que deixar a embarcação

A empresa japonesa Modec, que presta serviços para a indústria de petróleo e gás natural, com apoio da Petrobras, começou as operações para remover os resíduos de óleo a bordo da embarcação FPSO Cidade do Rio de Janeiro, onde houve vazamento na semana passada. Em uma nota divulgada em seu site, a Modec diz que as operações de retirada dos resíduos começaram nesta segunda-feira (02/09). O vazamento no Campo de Espadarte, na Bacia de Campos, a 130 quilômetros da costa, foi provocado por trincas na embarcação, trincas que foram estendendo-se e provocando um aumento do volume de água nos tanques do navio. Cerca de 107 pessoas embarcadas foram retiradas da embarcação.

Segundo a Petrobras, o volume estimado do vazamento foi de 6,6 mil litros, além do vazamento que tinha sido identificado e já recolhido de 1,2 mil litros. A estatal informou ainda que sete embarcações para recolhimento e dispersão já começaram a aturar no local um dia após o vazamento, além de quatro embarcações de apoio e um helicóptero, para sobrevoo. O FPSO Cidade do Rio de Janeiro, que pertence a Modec, encerrou seu ciclo de produção em julho de 2018 e já havia realizado seu último processo de descarregamento (offloading). Como já divulgado, não há óleo cru em qualquer dos seus tanques. Além da retirada dos resíduos, as empresas seguem realizando as atividades para o descomissionamento e remoção da plataforma do local.

De acordo com o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), os trabalhadores que estavam embarcados foram retirados em regime de afretamento pela Petrobras. O sindicato disse ainda que a embarcação chegou a ficar adernando e correndo o risco de afundamento. A nota da Modec diz ainda que as condições da embarcação permanecem estáveis, e que não houve progressão nos danos à lateral do navio, que continuam confinados a um único tanque e as condições de calado e inclinação não se alteraram.


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