segunda-feira , 9 dezembro 2019
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Estado do Rio é o mais suscetível a deslizamentos em todo Brasil, aponta IBGE Estudo inédito aponta que 53,9% da área fluminense está no nível máximo de risco para deslizamentos

Estudo inédito aponta que 53,9% da área fluminense está no nível máximo de risco para deslizamentos

Foto: José Patrício

Um estudo inédito divulgado nesta sexta-feira (29/11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que em todo o Brasil, o estado do Rio de Janeiro é o mais suscetível a deslizamentos de terra. De acordo com o estudo, mais da metade da área do estado do Rio – 53,9% do território fluminense – está no nível máximo de risco para deslizamentos. Outros 19,9% estão classificados como alta suscetibilidade, a segunda faixa mais elevada. O mapa “Suscetibilidade a deslizamentos do Brasil: primeira aproximação”, realizado sobre grade estatística composta por recortes de 1×1 km², mostra que 5,7% do território nacional tem suscetibilidade muito alta a deslizamentos e 10,4% alta suscetibilidade, e as regiões Sul e Sudeste concentram a maior parte dessas áreas. Rio de Janeiro, Espírito Santo e Santa Catarina são as unidades da federação mais suscetíveis a deslizamento. (Continua após a foto)

Segundo o IBGE, alguns fatores explicam este fenômeno: devido às características do meio físico, clima tropical e à alta pluviosidade, determinadas regiões do Brasil apresentam um conjunto de motivos que favorecem o desencadeamento de deslizamentos, é o caso do Sudeste. A região é motivo de preocupação por apresentar áreas serranas e planálticas situadas em terrenos geológicos de grande mobilidade. Além dos fatores naturais, a dinâmica de uso e ocupação da terra, muitas vezes desordenada, potencializa a incidência de deslizamentos e agrava seus impactos. “Por conta do relevo, de serem lugares mais acidentados, áreas como a Serra do Mar e a Serra da Mantiqueira mostram os níveis mais elevados de riscos. A vegetação (Mata Atlântica) tem um certo peso, mas o que predomina nessa afirmação é a declividade”, explica Therence de Sarti, geólogo do Instituto que colaborou com o estudo.

Episódios recentes como ocorrido no Rio de Janeiro (Ilha Grande/Angra dos Reis em 2009, Niterói em 2010 e Região Serrana em 2011) exemplificam de maneira trágica os danos gerados por deslizamentos nestas áreas. O estudo, feito sobre grade estatística, leva em consideração seis aspectos: Geologia, Geomorfologia, Pedologia, Declividade, Pluviosidade e Cobertura e uso da terra e Vegetação. A cada um deles foram determinados critérios de importância. A Declividade é o critério que mais contribuiu para a suscetibilidade a deslizamentos. Na outra ponta, a Pluviosidade é o que menos interfere nos riscos. Após a análise de cada um desses aspectos, o IBGE chegou a um mapa final. “O Instituto analisou que faltava uma visão geral da situação dos deslizamentos no país. A partir desse mapa, podemos determinar mais lugares para detalhar o trabalho, e outros órgãos poderão se basear nele para estudos mais aprofundados”, pondera Therence.

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