quarta-feira , 19 dezembro 2018

Ex-moradores do Angelim, em São Fidélis, estão entre os mortos na tragédia de Niterói Aproximadamente 20 mil toneladas de material se desprenderam, carregando tudo o que havia nas proximidades

Aproximadamente 20 mil toneladas de material se desprenderam, carregando tudo o que havia nas proximidades

Foto: reprodução

Algumas das vítimas da tragédia do Morro da Boa Esperança, em Niterói, nasceram e moraram na localidade de Angelim, zona rural de São Fidélis. Todos são familiares do famoso morador da localidade, o S. Januário, mais conhecido como “Janú”, já falecido.

O deslizamento de um pedaço da encosta que atingiu dez casas provocou a morte de 15 pessoas, sendo sete de uma mesma família. Segundo relatos de conhecidos e de moradores do Angelim, Claudiomar Dias Martins, 37 anos, conhecido no Angelim como “Peroba”, Janete Martins Ferreira, de 53 anos, e Maria do Carmo, de 80 anos, nasceram na localidade.

“Eles sempre estavam aqui. Em Setembro mesmo, muitos deles estavam aqui.  Claudiomar nasceu e criou aqui; Dona Maria, Janete que é filha dela”, contou uma moradora da localidade.

Já Marcos Antony Martins Aguiar, de 9 anos, Géssica Martins Firmino, 15 anos, Beatriz Martins Pereira, de 18 anos, e Maria Aparecida Martins Viana, de 19 anos, nasceram em Niterói. Todos são da mesma família e morreram na tragédia. Os corpos foram enterrados no final da tarde deste domingo (11/11) no Cemitério do Maruí, no Barreto, em Niterói.

imagem: TV Globo

Outras dez pessoas foram resgatadas com vida. Na tragédia também morreram os irmãos Arthur Caetano Carvalho, de 3 anos, e Nicole Caetano Carvalho, 10 meses. Morreram ainda Kaique da Silva Resende, de 1 ano e 2 meses, e sua avó, Maria Madalena Linhares de Resende, 54 anos. Alan Ferreira Teles, de 29 anos, e sua namorada, Amanda Tomaz da Silva, de 30 anos, também estão entre vítimas, assim como Dalvina Martins, de 56 anos.

Em nota divulgada nesta tarde, o Departamento de Recursos Minerais (DRM), órgão ligado à Secretaria de Estado da Casa Civil e Desenvolvimento Econômico, informou que de acordo com a avaliação preliminar, devido às características do local, a magnitude do acidente, incluindo a ruptura do maciço, era de difícil previsibilidade, pois, no local, foi constatada uma combinação de fraturas na rocha com infiltrações no solo e a pressão da água de chuvas anteriores.

Segundo a nota, técnicos verificaram que se desenvolveu uma superfície de ruptura na porção de solo que suportava o bloco rochoso que desmoronou. Aproximadamente 20 mil toneladas de material se desprenderam, carregando tudo o que havia nas proximidades.

“O departamento orienta que a Defesa Civil de Niterói mantenha a interdição das moradias do entorno até nova avaliação. O órgão municipal também deverá ficar responsável pelo monitoramento da evolução de trincas existentes e o aparecimento de novas”, diz a nota.


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