quarta-feira , 19 fevereiro 2020

Ex-secretário de Saúde do estado volta a ser preso pela Lava Jato Operação que tem como alvo organizações sociais contratadas pelo então governador Sérgio Cabral para administrar hospitais do estado

Operação que tem como alvo organizações sociais contratadas pelo então governador Sérgio Cabral para administrar hospitais do estado

O ex-secretário de Saúde do governo Sérgio Cabral, Sérgio Côrtes, voltou a ser preso pela Polícia Federal em mais uma fase da operação Lava Jato no Rio de Janeiro. A prisão aconteceu na manhã desta sexta-feira (31/08). A Operação S.O.S, desdobramento da Lava Jato, mira desvio de recursos na contratação de organização social na área de saúde. A ação tem o objetivo de cumprir 20 mandados de prisão preventiva e um mandado de prisão temporária no Rio e em São Paulo.

Cortês havia sido preso no ano passado, mas foi solto por decisão judicial. Nessa fase das investigações, foi possível estimar que os contratos fraudados permitiram o desvio de cerca de R$ 74 milhões dos cofres públicos.

A OSs alvo da operação é a Pró-Saúde, que administrava vários hospitais na gestão de Sérgio Cabral, como o Getúlio Vargas, Albert Schweitzer, Adão Pereira Nunes e Alberto Torres. Atualmente, a Pró-Saúde é responsável pela administração do Hospital Getúlio Vargas e do Instituto Estadual do Cérebro.

As investigações indicam que o empresário Miguel Iskin influenciava o orçamento e a liberação de recursos pela secretaria e as contratações pela Pró-Saúde. Segundo o MPF, Iskin indicava empresas e fornecia “toda a documentação necessária, como cotações de preços e propostas fraudadas, para instruir o procedimento de contratação”.

Por essa atuação, o empresário cobrava a devolução de 10% sobre o valor dos contratos dos fornecedores da organização social. Os valores oriundos desse percentual eram distribuídos entre os demais membros da organização criminosa.

“A Pró-Saúde é uma organização com sede em São Paulo e os contratos com o Rio de Janeiro chegaram a representar 50% do faturamento nacional da entidade, que saltou de R$ 750 milhões em 2013 para R$ 1,5 bilhão em 2015. s investigações também revelam que três ex-gestores da Pró-Saúde, Ricardo Brasil, Manoel Brasil e Paulo Câmara, firmaram contratos da entidade com a empresa Aditus Consultoria, do qual eram sócios, obtendo vantagens indevidas no valor de R$ 30 milhões entre os anos de 2012 e 2014”, diz a nota da MPF.

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