segunda-feira , 17 fevereiro 2020

Exames descartam intoxicação por consumo de cerveja mineira em moradora de Miracema Mulher deu entrada no hospital do município relatando ter ingerido bebida alcoólica produzida por uma cervejaria investigada em Minas Gerais, após mortes e casos de intoxicação

Mulher deu entrada no hospital do município relatando ter ingerido bebida alcoólica produzida por uma cervejaria investigada em Minas Gerais, após mortes e casos de intoxicação

Fotos: Reprodução

Uma mulher deu entrada no Hospital de Miracema, no Noroeste Fluminense, nesta quarta-feira (15/01) relatando ter ingerido, há cerca de 15 dias, bebida alcoólica produzida por uma cervejaria de Minas Gerais, que foi interditada e está sob investigação após mortes e casos de intoxicação. A mulher teria ingerido uma das marcas de cerveja produzida pela empresa, quando estava no município de Macaé, e teria sentido forte dor de cabeça e enjoo. Nesta quinta (16) a direção do Hospital do município informou em nota que “após avaliação clínica e realização de exames laboratoriais, a equipe médica manteve a paciente em observação e por não haver qualquer alteração nos exames e no quadro clínico optou-se pela alta hospitalar sob orientação médica”. (Continua após a publicidade)

Na manhã de hoje, nossa equipe entrou em contato com a secretária de Saúde de Miracema, Gleice Feijó, que informou que a pasta ainda não havia sido notificada. Ela disse que averiguaria a informação junto à direção do hospital, e posteriormente disse que a intoxicação foi descartada e que a paciente já havia recebido alta. De acordo com a unidade hospitalar, exames não confirmaram o caso de intoxicação. Na segunda (13), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento determinou que a cervejaria Backer retirasse de circulação todas as suas cervejas e chopes produzidos desde outubro do ano passado até aquela data. A suspensão da venda será mantida até que fique assegurado que os outros produtos da Backer – além da cerveja Belorizontina – não estão contaminados.  Exames laboratoriais realizados pela Polícia Civil de Minas Gerais identificaram a presença da substância dietilenoglicol em amostras de ao menos dois lotes da cerveja Belorizontina. Três pessoas morreram e pelo menos dez pessoas foram intoxicadas. Uma força-tarefa investiga a relação das internações e mortes com o consumo da cerveja Belorizontina.

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