terça-feira , 23 outubro 2018

Família de São Fidélis segue procurando por homem desaparecido há nove anos Na tarde do dia 6 de agosto de 2009, Joelson saiu de casa e não retornou; No mesmo dia, a bicicleta dele foi encontrada na localidade de Laranjal

Na tarde do dia 6 de agosto de 2009, Joelson saiu de casa e não retornou; No mesmo dia, a bicicleta dele foi encontrada na localidade de Laranjal

Bicicleta foi encontrada na localidade de Laranjal, em 2009

A tarde do dia 6 de agosto de 2009 ficou marcada na vida de uma família moradora da Vila dos Coroados, em São Fidélis. Naquele dia, Joelson Ferreira Gonçalves conhecido como Brilho pescador, com 41 anos na época, saiu de casa e não retornou.

Quando desapareceu, Joelson estava sem camisa, usando chinelos e uma bermuda preta. Ele saiu de casa por volta das 16h em uma bicicleta, que foi encontrada pela família horas depois. “Saímos para procurar eu, minha mãe, minha prima e um amigo, fomos na casa da namorada dele, foi aí que veio na minha cabeça de ir na ilha dele, no Laranjal” – conta Mirelly Neves, sobrinha do pescador.

Ela relata que quando seguia para a ilha encontrou a bicicleta na beira da estrada já pelas 18h e avisou a família. Eles acionaram a polícia e o Corpo de Bombeiros. As equipes realizaram buscas pela localidade e nas águas do Rio Paraíba do Sul, mas nada foi encontrado. Mirelly relata ainda que algumas pessoas disseram ter visto o pescador pegando carona em uma carreta de uma fábrica localizada na entrada da localidade.

Desde então, a família procura por Joelson. A última vez que receberam informações sobre ele foi a aproximadamente quatro anos, segundo Mirelly. “Ele passou por Itaocara e Valão do Barro. A última notícia foi que ele estava no Valão do Barro, fomos até lá, mas quando chegamos tinha acabado de sair e ninguém que estava no local reparou a direção que foi” – diz. 

A família afirma que ele não tinha nenhum problema de saúde e que nunca havia feito nada assim antes. Para Mirelly, a morte da mãe de Joelson, de um irmão e de alguns amigos dele, levaram o pescador a entrar em depressão.

“A esperança sempre terei até o momento de ver ele de novo, pois todos nós da família não vamos sossegar até poder ver e abraçar ele, ele faz muita falta, não tem noção do quanto amamos e queremos ele perto. É muito triste ver as coisas dele e não saber onde está, se está bem, se está com fome, sede, frio ou qualquer outra coisa que precise. Ele é uma pessoa que não é muito de conversar, mas no que precisar dele, ele faz, tudo sabe fazer um pouco, não tem preguiça” – afirma Mirelly.

Nove anos após o desaparecimento, a família segue buscando informações e oferece uma recompensa para quem realmente tiver notícias, se for comprovado que é ele, pois de acordo com Mirelly, muitas pessoas estavam passando informações falsas. O telefone para contato é o (22) 9-9799-3572.


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