sábado , 10 dezembro 2016
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Família segue procurando por Diego, sequestrado em São Fidélis há 29 anos

diego-desaparecido-4Era para ser apenas uma viagem de férias com a família para um sítio na localidade conhecida como Laranjal, em São Fidélis

. Mas, o passeio terminou da pior maneira possível, quando Diego de Souza Ferreira Guimarães, com apenas dois anos de idade na época, foi sequestrado. O caso aconteceu no dia 7 de março de 1987.

Em entrevista ao SF Notícias, a irmã de Diego, Tatiane Guimarães, de 34 anos, contou que naquele dia viu uma mulher levando o menino. Esta mulher e seus dois irmãos chegaram a ser presos no município de Belford Roxo, quatro meses após o sequestro, mas foram liberados e a história segue sem um final há 29 anos. Tatiane disse que eles saíram do Rio de Janeiro para passarem as férias na casa de avó, Beltilde Barreto, mas o que seria alegria, virou tristeza.

desaparecimento-de-diegoReportagens daquela época, guardadas pela família, mostram que Diego teria sido visto embarcando em um ônibus em São Fidélis com destino ao município de Nova Iguaçu. A família conseguiu descobrir que o menino foi visto saindo de um ônibus com uma mulher no bairro dos Cavalheiros, em Duque de Caxias.

desaparecido-ghfDeste então, a família nunca mais soube da criança e continuam procurando por Diego. Nesta quinta-feira (06), Tatiane e sua mãe, Maria Lucileide Ferreira de Souza, de 55 anos, foram até a Delegacia de Descoberta de Paradeiros da Polícia Civil (DDPA). Lá, com ajuda do artista forense Carlos Valadão, de 54 anos, a Polícia Civil está simulando a aparência física que crianças teriam atualmente, a partir de fotos da época em que desapareceram. É uma nova oportunidade, uma nova chance, um novo recomeço nas buscas por essas crianças.

Especializada em solucionar desaparecimentos, a Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) já resolveu 88% dos casos investigados. Entre setembro de 2014, quando foi inaugurada, e dezembro do ano passado, 2.491 pessoas desapareceram. Deste total, 2.192 foram encontradas pelos policiais da especializada e 299 casos estão em andamento.

A maior parte dos desaparecidos são adultos, entre 18 e 59 anos, que correspondem a 54% dos casos. Em seguida, estão os jovens, de 0 a 17 anos, que são 35% dos registros. Os idosos, com mais de 60 anos, representam 11%. Segundo a delegada da especializada, Elen Souto, cada grupo possui um determinado perfil de desaparecimento e demanda um modo de investigação específico.

delegacia-de-desaparecidos– Muitos adultos desaparecem por envolvimento com drogas ou transtornos mentais. Já crianças e adolescentes fogem de conflitos em casa ou são aliciadas para prostituição ou tráfico. Entre os idosos, muitos sofrem do Mal de Alzheimer e outras doenças mentais. Por isso, é importante que as pessoas portem algum tipo de identificação, que possa ajudar na investigação – explicou a titular.

Para Elen Souto, o ideal é que a pessoa com transtornos use um cordão ou pulseira apenas com o nome completo. Na DDPA, com a autorização da família, são produzidos cartazes com a foto, informações sobre o desaparecido e o telefone da delegacia. Os cartazes são de pessoas vulneráveis: menores de idade, idosos e adultos com transtornos mentais.

– Em cartazes com o telefone da família, uma pessoa mal intencionada pode tentar extorquir os familiares para devolver o desaparecido. Por isso, produzimos o material, que é entregue à família e publicado nas redes sociais – disse a delegada.

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SFn