sexta-feira , 2 dezembro 2016
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Fidelense apaixonado por carros coleciona modelos antigos

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Foto: Matheus Berriel

O samba, o futebol e o churrasco são paixões nacionais consagradas. Ao lado destas, também é quase unânime a paixão dos brasileiros por carros. Quem nunca passou horas olhando o primeiro automóvel na garagem, ou usou parte do dia para dar um capricho na lavagem e deixar o carros5carango brilhando? Pois é. Um destes brasileiros apaixonados por carros é o colecionador Otávio Maia, de 72 anos, que atualmente tem 14 veículos estacionados na garagem e em frente sua casa, no Centro de São Fidélis.

– Desde garoto, meu pai sempre gostou de carros, e eu o acompanhava. Quando cresci, tive vontade de comprar um, mas não tinha dinheiro. Depois comprei uma Kombi para transportar professores, fui pagando aos poucos, e daí para frente só fui mais gostando cada vez  de carros – disse Otávio, que é proprietário de várias relíquias, como Fuscas e Opalas.

– Economicamente, uns valem mais e outros menos, mas todos têm o mesmo valor para mim. O primeiro da minha coleção foi o fusquinha azul, que eu inclusive já combinei com um rapaz para reformar, porque ele está no tempo há muitos anos. Já comprei tinta e estou aguardando para reformar. O fusca é uma paixão nacional. Um cara riquíssimo pode ter uma Mercedes, uma BMW, mas ele quer ter um fusca, porque é um carro que continua como paixão nacional – ressaltou o colecionador, que tem como veículo mais novo um Camaro modelo 2016.

Alguns dos automóveis foram montados inspirados em carros consagrados, como o do filme “Os Caça Fantasmas” e um modelo da Stock Car. O próximo objetivo do colecionador é ter um Batmóvel na garagem. Na coleção, também estão inclusos carros do filho, que mora no Recife/PE.carro-foto Sempre que possível, Otávio participa de encontros de veículos antigos, onde vários colecionadores se encontram para exposições e até campeonatos.

– As vezes vou em encontros na região. Já fui em eventos em Campos, Itaperuna, Nova Friburgo, Italva, Cardoso Moreira, entre outros. Longe eu não vou, porque você não pode contar muito com carro antigo, pode dar algum problema. É mais para perto – contou. Quando recebe alguma proposta de venda ou troca, Otávio prefere a segunda opção, pois assim renova a coleção.

– As lembranças que tenho são de que todos esses carros estavam no auge quando eu era adolescente. Eu entro neles e parece uma máquina do tempo, volto àquela época. Até o cheiro é igual – finalizou.

SFn

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