“Foi algo extraordinário”, diz fidelense que participou da 35ª Missão da Marinha do Brasil na Antártica A operação começou em outubro de 2016 e foi até março de 2017

A operação começou em outubro de 2016 e foi até março de 2017

Fotos: arquivo pessoal / Marinha do Brasil

Em maio de 1975, o Brasil assinou o Tratado da Antártica, passando a integrá-lo como membro aderente, sem direito a voto nas deliberações. No segundo semestre desse mesmo ano, criou-se um grupo de trabalho interministerial, sob coordenação do Ministro das Relações Exteriores, com o propósito de reunir subsídios para formulação de uma política nacional relativa ao assunto e propor as primeiras medidas concretas para a atuação brasileira na Antártica.

O grupo de trabalho, que contava com a participação de oficiais hidrógrafos, proporcionou a criação dos fundamentos da política antártica brasileira. Mas somente em 1981 o Governo decidiu ativar o Programa Antártico e enviar nossa primeira expedição ao continente austral. Com a decisão adotada pelo Governo, de enviar uma expedição brasileira à Antártica, adquiriu-se à Dinamarca um navio polar, que recebeu, no Brasil, a classificação de Navio de Apoio Oceanográfico e o nome de Barão de Teffé.

Partida dos navios no Brasil

A fim de evitar despesas decorrentes da criação de um novo órgão, como se preconizara inicialmente, as tarefas que competiriam àquela foram atribuídas à Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM), com sua secretaria executiva, a SECIRM, conduzida pelo Ministério da Marinha.

O marinheiro Silvio Rosa Conceição, nascido em São Fidélis, foi um dos que tiveram a oportunidade de participar da “Operação Antártica”, que desde 1982 acontece com o suporte da Marinha do Brasil. A missão tem como principal objetivo o desenvolvimento de pesquisas.

Silvio participou da 35ª “Operação Antártica”, a bordo do Navio Polar Almirante Maximiano. A operação começou em outubro de 2016 e foi até março de 2017. Silvio, que está na Marinha há 18 anos, atuou como Supervisor de Comunicações e Líder da Equipe de Manobra com Aeronave nos seis meses em que ficou na Antártica.

Essa missão, para os militares é considerada uma missão prêmio, pelo acúmulo de índices e pontos na carreira, é uma recompensa pelo bom desempenho na carreira. Além de menos de 0,05% da população mundial ter acesso a Antártica, ainda ter todo o diferencial do ambiente Antártico. Contribuir com a Missão Científica, quando no apoio à logística e implantação de acampamentos de pesquisa e suporte aos pesquisadores, foi algo que trouxe um sentido especial à missão“, disse Silvio ao SF Notícias.

Silvio, que é segundo sargento, entrou na Marinha pela escola de aprendizes marinheiros de Pernambuco. Ele é sobrinho de Dr. Marcondes, ex-prefeito de São Fidélis. A 35ª “Operação Antártica” começou no dia dez de outubro de 2016, com a partida do Navio de Apoio Oceanográfico (NApOc) “Ary Rongel”, e do Navio Polar (NPo) “Almirante Maximiano”, no dia 14. A missão é apoiar as atividades relacionadas ao Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR), consistindo desde a manutenção do Grupo-Base, composto de 15 militares da Marinha, até as atividades científicas; e abastecer a Estação Antártica Comandante Ferraz (EAComteFerraz).

Nessa operação, 900 toneladas de materiais foram transportados, sendo 700 toneladas de gasoil artic para a EAComteFerraz e 200 toneladas de gêneros, materiais diversos e equipamentos.


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