terça-feira , 12 novembro 2019

Foragido, acusado de matar “Russo da Taipá” é condenado a 21 anos de prisão, em São Fidélis Crime aconteceu em julho de 2016; Vítima foi morta a tiros na frente da casa do acusado

Crime aconteceu em julho de 2016; Vítima foi morta a tiros na frente da casa do acusado

Fotos: SF Notícias

O Tribunal do Júri da 1ª Vara da Comarca de São Fidélis condenou, no dia 21 de agosto, José Antônio Coutinho da Silva a 21 anos de reclusão em regime fechado pelo assassinato de Sebastião Jarilson Teles Rangel, conhecido como “Russo do Taipá” (foto ao lado). O crime aconteceu no dia 20 de julho de 2016, na Rua Gumercindo Machado, em frente à casa do acusado, no bairro Vila dos Coroados. A pena foi determinada pelo juiz Dr. Marcio Roberto da Costa, que presidiu a sessão no Fórum Francisco Polycarpo. O acusado não participou da sessão, pois está foragido.

material encontrado na casa do acusado

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado do Rio, no dia 20 de julho de 2016, o denunciado, livre e conscientemente, com a vontade de matar, efetuou dois disparos de arma de fogo contra a vítima, atingindo-o nas regiões do tórax e da cabeça, causando-lhe as lesões que foram a causa única e suficiente de sua morte. Ainda segundo o MP, o delito foi cometido por motivo fútil, em decorrência de desavenças oriundas da cobrança de tábuas de taipás, as quais o acusado teria subtraído e não devolvido à vítima, e para assegurar a impunidade e a vantagem em outro delito, furto de tábuas de taipás de propriedade da vítima, supostamente cometido pelo acusado e seu irmão, dias antes do homicídio.

Já o irmão do acusado, que chegou a ser preso provisoriamente durante as investigações, não foi condenado na presente sessão. Isso porque a Defensoria Pública negou a manifestação da promotora do Ministério Público sobre a utilização de um pé de cabra, encontrado ao lado do corpo. Ainda assim, a Promotoria não descarta a possibilidade de utilização, e diz poder futuramente denunciar o referido, caso encontrem novas provas de possível participação no crime. Ele teve a prisão temporária revogada em agosto de 2016. Após a votação dos jurados, apenas o acusado José Antônio Coutinho da Silva foi condenado pelo júri.

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