quarta-feira , 26 julho 2017
Foto: Fernanda Rouvenat/ G1

Fornecedor de merenda escolar e comida para presídio é preso em nova fase da Lava Jato, no Rio Investigações indicam pagamento de R$ 12,5 milhões em propina a organização liderada pelo ex-governador Sérgio Cabral para empresas de alimentos ganharem contratos

Investigações indicam pagamento de R$ 12,5 milhões em propina a organização liderada pelo ex-governador Sérgio Cabral para empresas de alimentos ganharem contratos

Comemoração em Paris ficou conhecida como “farra dos guardanapos” e inspirou o nome da operação. Foto: Reprodução

Mais uma fase da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro está sendo realizada pela Polícia Federal nesta quinta (1º). Denominada Ratatouille, esta nova fase busca desarticular um esquema de desvio de recursos destinados ao fornecimento de merenda escolar e alimentação de detentos nos presídios do estado.

O empresário Marco Antônio de Luca, das empresas de alimentos Masan e Milano principais fornecedoras, foi preso pela manhã. As empresas receberam cerca de R$ 7 bilhões do estado do RJ entre os 2011 e 2017, tendo vários contratos de fornecimento.

As investigações indicam o pagamento de pelo menos R$ 12,5 milhões em propina para a organização criminosa liderada por Sérgio Cabral para ganhar os contratos. Contratos de alimentação hospitalar, escolar e de presídios estão sendo investigados.

Marco Antônio será indiciado por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A operação é realizada junto ao Ministério Público Federal e a Receita Federal. Além do mandado de prisão do empresário, os agentes cumprem nove mandados de busca e apreensão, expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, 7ª Vara Federal Criminal do Rio, nos bairros da Barra da Tijuca, do centro da cidade, em Ipanema e no Leblon, e nas cidades de  de Mangaratiba e Duque de Caxias.

O nome da operação remete a um prato típico da culinária francesa, em referência a um jantar em restaurante de alto padrão em Paris, no qual compareceram diversas autoridades públicas e empresários que possuíam negócios com o estado.

 


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