sexta-feira , 14 dezembro 2018
Foto: Edson Ferreira - SF Notícias

Governador do Rio, Pezão é preso em nova fase da Lava Jato Segundo a Procuradoria-Geral da República, Pezão operou esquema de corrupção próprio, com seus próprios operadores financeiros

Segundo a Procuradoria-Geral da República, Pezão operou esquema de corrupção próprio, com seus próprios operadores financeiros

Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo

O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (MDB), foi preso na manhã desta quinta (29/11) em mais uma operação decorrente dos desdobramentos da Lava Jato. Pezão recebeu voz de prisão no Palácio Laranjeiras, residência oficial. A Polícia Federal também realiza ações no prédio do governador, no Palácio Guanabara e os policiais estão também na casa de Pezão em Piraí, no Vale do Paraíba.

De acordo com as investigações, o governador integra o núcleo político de uma organização criminosa que, ao longo dos últimos anos, cometeu vários crimes contra a Administração Pública, com destaque para a corrupção e lavagem de dinheiro, segundo a Procuradoria-Geral da República.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enfatiza que Pezão foi secretário de Obras e vice governador de Sérgio Cabral, entre 2007 e 2014, período em que já foram comprovadas práticas criminosas como a cobrança de um percentual do valor dos contratos firmados pelo Executivo com grandes construtoras, a título de propina.

“A novidade é que ficou demostrado ainda que, apesar de ter sido homem de confiança de Sérgio Cabral e assumido papel fundamental naquela organização criminosa, inclusive sucedendo-o na sua liderança, Luiz Fernando Pezão operou esquema de corrupção próprio, com seus próprios operadores financeiros”.

Na petição enviada ao STJ, a procuradora-geral explicou que a análise do material revelou que o governador e assessores integraram a operação da organização criminosa de Sérgio Cabral – preso há mais de dois anos – e que o atual governador sucedeu Cabral na liderança do esquema criminoso. Segundo a PGR, cabia a Pezão dar suporte político aos demais membros da organização que estão abaixo dele na estrutura do poder público e, para tanto, recebeu valores vultosos, desviados dos cofres públicos e que foram objeto de posterior lavagem.

A operação pretende cumprir outros oito mandados de prisão – entre eles contra o ex-secretário de Obras do estado do Rio, Hudson Braga, e dois homens apontados como operadores de um complexo esquema de segurança – e 30 de busca e apreensão, expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).


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