terça-feira , 16 julho 2019

Governador inaugura o Disque Rio Contra a Corrupção O serviço telefônico da Controladoria Geral do Estado (CGE), em operação desde o último dia 9 de abril, já recebeu cerca de 130 ligações, 20 delas sobre supostos casos de corrupção, que já estão sendo apurados pelo órgão.

O serviço telefônico da Controladoria Geral do Estado (CGE), em operação desde o último dia 9 de abril, já recebeu cerca de 130 ligações, 20 delas sobre supostos casos de corrupção, que já estão sendo apurados pelo órgão.

O governador Wilson Witzel participou, nesta terça-feira (30/04), da inauguração oficial do Disque Rio Contra a Corrupção, no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), na Cidade Nova. O serviço telefônico da Controladoria Geral do Estado (CGE), em operação desde o último dia 9 de abril, já recebeu cerca de 130 ligações, 20 delas sobre supostos casos de corrupção, que já estão sendo apurados pelo órgão. A ferramenta da administração estadual – que tem como objetivo receber denúncias que envolvam agentes públicos do governo – funciona através do número (21) 2276-6556, de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h. O custo é o de uma ligação normal para telefone fixo. O anonimato é garantido, mesmo que o autor da denúncia seja servidor público.

– O projeto do Disque Rio Contra a Corrupção faz parte de um sistema maior do Estado, que ainda vamos encaminhar à Assembleia Legislativa (Alerj), que são o Teste de Integridade e a Análise de Teor de Riquezas. E, neste mês de maio, estamos exigindo a entrega das declarações de bens e renda dos servidores públicos. Se não forem entregues, será instaurada uma sindicância e depois um inquérito administrativo disciplinar e, evidentemente, haverá uma investigação, com a possibilidade até de demissão desse servidor. Portanto, a transparência e o combate à corrupção são marcas do nosso governo. O Disque Corrupção é o primeiro modelo do Brasil – afirmou o governador.

Podem ser denunciados atos de corrupção como tentativa de suborno, desvio de dinheiro público, nomeação de funcionários fantasmas, entre outros. Ao receber uma denúncia, o setor de Ouvidoria e Transparência Geral do Estado, subordinado à CGE, vai analisar o conteúdo e decidir se ela será investigada internamente ou encaminhada para a secretaria responsável.

– O Rio de Janeiro é um único estado que tem um canal direto e específico para tratar de denúncias de corrupção, gerenciado pela Controladoria Geral do Estado, que é o órgão de controle interno do Executivo estadual. Já recebemos cerca de 130 ligações, sendo que algumas dessas denúncias já receberam tratamento e vislumbramos ali possibilidades de atuação concreta da CGE – disse o controlador-geral do Estado, Bernardo Barbosa.

A central de denúncias do Disque Rio Contra a Corrupção funciona no CICC e conta com servidores da Controladoria Geral do Estado capacitados para extrair o máximo de informações do denunciante.

Projeto de reconhecimento facial será ampliado

Durante o evento, o governador anunciou que, a partir de 1º de julho, o projeto de reconhecimento facial será ampliado.

– Estaremos operando com cerca de 400 câmeras de reconhecimento facial e placa de carros. No Carnaval, foram nove câmeras que funcionaram por dez dias, e oito mandados de prisão foram cumpridos apenas neste período. Portanto, o programa tem seis meses de duração, mas depois será ampliado de forma definitiva. É mais um projeto que fará com que o Rio de Janeiro entre para a história – ressaltou Wilson Witzel.


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