Suspeita encontra com a vítima na Central do Brasil

Grávida é sequestrada e morta para ter bebê roubado no Rio Rayanni estava grávida de sete meses quando desapareceu; Ela saiu para se encontrar com uma mulher que prometeu doar roupas de bebê

Rayanni estava grávida de sete meses quando desapareceu; Ela saiu para se encontrar com uma mulher que prometeu doar roupas de bebê

Foto: Vinnicius Cremonez

A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou, em entrevista coletiva realizada nesta segunda-feira (26), que a grávida Rayanni Christini, de 22 anos, desaparecida desde o dia 13 deste mês, foi sequestrada para ter seu bebê roubado.

A jovem desapareceu após sair de casa em Bangu, na Zona Oeste, para encontrar uma mulher que teria prometido doar roupas para o bebê que esperava. A mulher é Thainá da Silva, de 21 anos. Ela foi identificada através de câmeras de segurança após se encontrar com a grávida na Central do Brasil. Ela e o marido, Fábio Luiz Lima, de 27, foram presos e indiciados por duplo homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáveres.

A delegada da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA), Elen Souto, disse que a suspeita tentou forçar o parto de Rayanni, processo que provocou a morte do bebê, e então, eles decidiram matar a jovem. Na casa de Thainá foi encontrada uma faca, além de sangue espalhado por diversos lugares. A prova concreta do crime foi encontrada no fundo do terreno, onde estavam restos mortais que seriam de um corpo feminino queimado.

Os investigadores acreditam que o corpo da grávida tenha sido queimado junto ao do bebê. O material foi recolhido e encaminhado ao Instituto de Criminalística da Polícia Civil para ser confrontado com material genético fornecido pela mãe da jovem.

As investigações também apontaram que Thainá sonhava em ser mãe, mas devido a um cisto em um ovário ela não pôde gerar uma criança. Desta forma, a mulher decidiu que roubaria uma criança e passou a fazer parte de grupos de WhatsApp voltados para doação a mães carentes. Ela marcava encontro com as grávidas prometendo doar diversos artigos, mas como as vítimas estavam sempre acompanhadas, a ação era impedida.

Quando conheceu Rayanni e a jovem compareceu ao encontro sozinha, Thainá e outros três amigos teriam levado a jovem até a casa da suspeita em Magé, onde o parto forçado teria sido realizado e a grávida assassinada.


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