quinta-feira , 8 dezembro 2016
Fotos: Arquivo/divulgação
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‘Guerra das suplementações’ pode acabar em cassação do prefeito de Itaocara

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Fotos: Reprodução.

Desde o início de seu mandato, o Prefeito Gelsimar Gonzaga acumula desentendimentos com os integrantes da Câmara de Vereadores. Ele foi o primeiro prefeito do Partido Socialismo e Liberdade (Psol) a ser eleito. Em 2014 por exemplo, Gelsimar chegou a usar o seu carro, um fusca com caixa de som, para convocar a população pra protestar na Câmara Municipal.

A disputa entre o Executivo e o Legislativo do município se agravou em agosto do ano passado, com o início do que podemos chamar de ‘guerra das suplementações’. Naquela época, o impasse na votação do pedido do prefeito gerou até um ato realizado pelo Gelsimar em praça pública. O prefeito dizia que a culpa do atraso no pagamento dos salários dos servidores públicos era dos vereadores. Já os vereadores, se defenderam e disseram que a demora para a votação da suplementação foi responsabilidade do Executivo. A suplementação foi aprovada com uma emenda modificativa, eliminando alguns trechos do texto original, que pedia a liberação de R$ 6.094.963,71.

Em setembro, foi a vez do presidente da Câmara, o vereador João Batista Bittencourt, protocolar uma denúncia contra o prefeito. Na denúncia o vereador relata que o Executivo negou-se a suplementar a Câmara, e com isso estaria descumprindo a lei que assegura a “casa” a receber suplementações que são necessárias para que manter o bom andamento do órgão.

Através dessa denúncia, foi formada a Comissão Processante (CP), com os vereadores Roberto Cruz, como presidente, Manoel Pressão, como secretário, e Aveline Abbud, como relatora. Em novembro, o prefeito de Itaocara pediu uma nova suplementação, no valor de R$120.000,00 para o pagamento dos funcionários da administração. Secretaria obra R$ 800.000,00 e R$85.000,00 para pagamento do gabinete.

Em dezembro, um novo episódio. Em conversa com a nossa redação, o presidente da Câmara Municipal de Vereadores de Itaocara, João Batista Bittencourt Rocha disse que o prefeito teria acusado os vereadores de pedirem propina para aprovar os projetos que o Executivo envia para o Legislativo. Em uma fala, o prefeito teria dito que os vereadores pediram o valor de R$5 mil por mês para que seus projetos fossem aprovados.

2Ontem o prefeito realizou uma manifestação no Centro de Itaocara. Ele criticou os vereadores e convocou a população para um novo ato, que será realizado em frente à Câmara de Vereadores, na mesma hora da votação. O julgamento marcado pela Comissão Processante acontece hoje, e de acordo como a vereador Renato Domingues dos Santos, que conversou por telefone com a nossa redação, se oito vereadores votarem contra o prefeito, ele pode ser cassado. Renato informou também que ao longo do ano passado o prefeito não pediu apenas as duas suplementações relatadas acima, e sim, várias, sendo todas aprovadas pela Câmara Municipal.

Ao longo dia nossa produção tentou contato com o presidente da Câmara e com o prefeito, mas não conseguimos falar com nenhum deles.

SFn

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