Helicóptero da Marinha leva água para moradores de Italva; cidade decretou situação de emergência Nesta tarde o nível do Rio Muriaé permanecia acima da cota de transbordo

Nesta tarde o nível do Rio Muriaé permanecia acima da cota de transbordo

Cheia em Italva/ Foto: Italva em Foco

Um helicóptero da Marinha do Brasil pousou nesta terça-feira (28/01) no município de Italva, no Noroeste Fluminense. A cidade foi uma das mais atingidas pela cheia do Rio Muriaé. A aeronave levou água para as famílias que ficaram desalojadas ou desabrigadas. Em Italva, o rio transbordou por volta das 21 horas de sexta-feira (24/01), quando ultrapassou a cota máxima de 4,33 m. O nível chegou em 5,38 m nesta segunda-feira (27), e desde ontem vem baixando lentamente. Nesta tarde o rio permanecia 52 centímetros acima da cota de transbordo. No município são 1220 pessoas atingidas até o momento. Os bairros mais atingidos são: Parque Industrial, Saudade, Boa Vista e Centro. A área comercial da cidade também ficou inundada, assim como o trecho urbano da BR-356, rodovia que liga os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais. (continua após a foto)

Segundo o Governo do Estado, cerca de 50 agentes da Defesa Civil Estadual (Sedec-RJ) seguem atuando na gestão de desastres nas regiões Norte e Noroeste, com apoio de viaturas recém adquiridas com recursos da Taxa de Incêndio. A secretaria realiza distribuição de água e de material de ajuda humanitária para desalojados e desabrigados – colchões e kits dormitórios com lençol, cobertor, travesseiro e fronha. A Marinha também disponibilizou aeronave, embarcações, retroescavadeiras e veículos para apoio na distribuição de água e desobstrução de caminhos, por exemplo. Voluntários da Rede Salvar também estão empenhados no trabalho. O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) auxilia as ações da Sedec-RJ na região com cerca de 100 bombeiros militares, viaturas, embarcações, helicópteros, barracas de camping, coletes, lanternas, cordas para salvamento de pessoas, entre outros equipamentos. Os números de desalojados e desabrigados são contabilizados e gerenciados pelas prefeituras. A Defesa Civil Estadual, por meio do Centro Estadual de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden-RJ), segue monitorando as condições meteorológicas e os índices pluviométricos da região.

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