segunda-feira , 18 dezembro 2017

“HOJE EU QUERO VOLTAR SOZINHO” REPRESENTANDO O BRASIL

Fotos: Divulgação

Foi com muito orgulho que a Marta Suplicy, ministra da cultura, anunciou na semana passada que o longa de Daniel Ribeiro “Hoje eu quero voltar sozinho” está na disputa para concorrer ao melhor filme estrangeiro na edição do Oscar de 2015. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, responsável pela premiação vai divulgar os indicados no dia 15 de janeiro, para começarmos a torcer pelo longa que possivelmente vai nos encher de orgulho na 87ª edição do Oscar que acontece no dia 22 de fevereiro.

O filme trata de maneira sensível e delicada a história de Leonardo (Guilherme Lobo), um adolescente cego, melhor amigo da Giovana (Tess Amorim), que tenta lidar com a mãe superprotetora ao mesmo tempo em que busca sua independência. A trama de desenvolve quando Gabriel (Fabio Audi) chega na cidade, novos sentimentos começam a surgir em Leonardo, fazendo com que ele descubra mais sobre si mesmo e sua sexualidade.

O filme é uma extensão do curta metragem “Eu não quero voltar sozinho”, que graças aos mais de 2 milhões de clicks no Youtube, pôde Imprensa_HojeEuQueroVoltarSozinho-2-1024x540reunir os patrocínios necessários para realizar a longa metragem.

O curta fazia parte do Cine Educação, programa que exibe filmes nas escolas em parceria com a Mostra Latino-Americana de Cinema e Direitos Humanos. Porém, como tudo no Brasil acaba sendo distorcido, lamentavelmente após ter sido exibido em uma sala de aula no Acre, o curta metragem foi confundido com o Kit Anti-Homofobia , material didático preparado pelo Ministério da Educação, cuja distribuição havia sido proibida. Líderes religiosos do Acre pressionaram políticos da região e conseguiram a proibição do Programa Cine Educação e a exibição do filme nas escolas do estado.

Pra quem ainda não assistiu essa pequena obra de arte, segue o link do youtube do curta:

A última vez que o Brasil teve um filme indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro foi em 1999, com “Central do Brasil”. Também concorreram ao prêmio “O pagador de promessas” (1963), “O quatrilho” (1996) e “O que é isso, companheiro?” (1998).

Todos de dedos cruzados torcendo para que o Brasil faça bonito no ano que vem, ou melhor, para que o Brasil CONSIGA MOSTRAR, que apesar de todos os empecilhos e preconceitos, a gente consegue fazer muito bonito, sempre!


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