segunda-feira , 16 setembro 2019
Imagem: arquivo

Homem que matou e queimou corpo de ex-namorada no RJ é condenado a 29 anos de prisão O acusado disse que ateou fogo para tirar as impressões digitais dele do local, uma vez que teria visto isso no seriado de televisão “CSI”

O acusado disse que ateou fogo para tirar as impressões digitais dele do local, uma vez que teria visto isso no seriado de televisão “CSI”

O 3º Tribunal do Júri do Rio condenou, nesta terça-feira (25/06), a 29 anos e seis meses de prisão um homem que matou a ex-namorada a facadas e queimou o corpo dela para esconder os vestígios do crime. O assassinato de Lília Raimunda Campos Barros aconteceu em 25 de janeiro de 2016, em um apartamento da Gardênia Azul, Jacarepaguá, Zona Oeste da cidade. Gabriel Luiz Costa de Oliveira foi identificado e preso no dia seguinte, quando tentava fugir para a Região dos Lagos. Por maioria de votos, os jurados consideraram o réu culpado pela prática de feminicídio (homicídio qualificado cometido por razões da condição de sexo feminino, envolvendo menosprezo ou discriminação à condição de mulher) e também por destruição e ocultação de cadáver. O juiz Alexandre Abrahão, que presidiu a sessão, fez a leitura da sentença.

“A culpabilidade do acusado é assaz elevada. A reprovabilidade da ação emerge da intensidade dolosa constatada na extensão da ação executada, especialmente porque os momentos antecedentes foram cercados de intensa tortura psíquica; tortura esta causada a uma jovem de apenas 25 anos de idade, portanto com uma vida longa pela frente e, também mãe de uma criança, hoje órfã, de irrisórios 7 anos à época dos fatos”, escreveu o magistrado.

Ao ser preso por agentes da Delegacia de Homicídios, Gabriel confessou o crime e deu detalhes: narrou que, após deferir os golpes, saiu do apartamento, chamou um “moto-taxista” e se dirigiu a uma mercearia para comprar álcool e fósforo que foram usados, instantes após, para incinerar o cadáver de Lília. Gabriel disse que ateou fogo para tirar as impressões digitais dele do local, uma vez que teria visto isso no seriado de televisão “CSI”. Carbonizado e com 11 perfurações no tórax, o corpo de Lília foi encontrado na cama por vizinhos que ajudaram a apagar o incêndio. Testemunhas viram o casal chegar ao prédio por volta das 6h. Antes disso, eles teriam estado num pagode, em Rio das Pedras.

A mãe de Lília, Monica Campos Barros, disse que o acusado e sua filha namoraram por uns cinco meses, que terminaram o namoro em outubro de 2016, no dia do aniversário da vítima, mas que em dezembro passaram o Natal juntos, com toda a família na casa de sua irmã. Disse que não viu mais a filha com o acusado e que Lília lhe relatou que sempre o encontrava no ônibus quando ia para o trabalho. Segundo a mãe da jovem, Gabriel demonstrava ciúmes do celular da filha, pois tinha muitos contatos por serem do Maranhão.


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