terça-feira , 20 novembro 2018

Lava Jato prende mais sete deputados da Alerj em operação que investiga ‘mensalinho’ Outros três deputados - dois presos em Bangu e um em prisão domiciliar - tiveram novas ordens de prisão

Outros três deputados - dois presos em Bangu e um em prisão domiciliar - tiveram novas ordens de prisão

Materiais apreendidos em um dos endereços da Operação. Fotos: Reprodução/ Flávio Azevedo

A Polícia Federal, junto ao Ministério Público Federal (MPF), com apoio da Receita Federal, deflagrou na manhã desta quinta-feira (08/11) a Operação Furna da Onça, para investigar a participação de deputados estaduais do Rio em esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e loteamento de cargos públicos, e mão de obra terceirizada em órgãos da administração estadual.

A Operação Furna da Onça é um desdobramento da Operação Cadeia Velha – deflagrada em novembro de 2017. Cerca de 200 policias federais, 35 membros do MPF e 10 auditores da Receita estão nas ruas para cumprir 19 mandados de prisão temporária, três de prisão preventiva e 47 mandados de busca e apreensão, expedidos Tribunal Regional Federal da 2a Região (TRF2).

Além de Edson Albertassi (preso em Bangu), Paulo Melo (preso em Bangu) e Jorge Picciani (em prisão domiciliar), que tiveram novas ordens de prisão, sete deputados também tiveram a prisão decretada: André Correa (DEM), Chiquinho da Mangueira (PSC), Coronel Jairo (MDB), Luiz Martins (PDT), Marcelo Simão (PP), Marcos Abrahão (Avante) e Marcus Vinícius “Neskau” (PTB).

O secretário estadual de Governo, Affonso Monnerat, o presidente do Detran/RJ, Leonardo Silva Jacob, e seu antecessor Vinícius Farah, recém-eleito deputado federal pelo MDB estão entre os outros alvos.

De acordo com a PF, a organização criminosa, chefiada pelo ex-governador preso, pagava propina a vários deputados estaduais, a fim de que patrocinassem interesses do grupo criminoso na Alerj. De acordo com as investigações, o “mensalinho” era resultado de sobrepreço de contratos estaduais e federais. De forma ilícita, os parlamentares eram beneficiados ainda com o loteamento de cargos em diversos órgãos públicos do Estado, onde poderiam alocar mão de obra comissionada ou terceirizada. Os investigados devem responder, na medida de suas participações, pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro.


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