segunda-feira , 17 fevereiro 2020

Maior enchente da história: Porciúncula decreta situação de emergência; uma pessoa morreu Governador esteve neste domingo no município e anunciou recursos para a cidade. Um músico morreu ao tentar passar por uma rua que estava inundada; nesta madrugada, o piso de uma casa cedeu.

Governador esteve neste domingo no município e anunciou recursos para a cidade. Um músico morreu ao tentar passar por uma rua que estava inundada; nesta madrugada, o piso de uma casa cedeu.

Fotos: Ascom Prefeitura de Porciúncula

O município de Porciúncula, no Noroeste Fluminense, decretou situação de emergência. O decreto, segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, foi assinado pelo prefeito Leo Coutinho na noite deste domingo. Ele relata a ocorrência do desastre, sendo favorável à declaração de emergência em nível 02, conforme previsto na Instrução Normativa 02/2016 do Ministério da Integração Nacional. Ontem (26) ao SF Notícias, a Defesa Civil informou que 90% da cidade foi inundado, e que 200 pessoas estavam nos abrigos disponibilizados pela Prefeitura, mas muitas foram para casas de amigos e familiares. “Apenas um miolo do Centro, uma parte mais alta, não foi inundado”, disse a Defesa Civil. Nesta segunda-feira (27) a água começou a baixar e as equipes começaram o trabalho de limpeza, mas a Defesa Civil informou que ruas dos bairros Ilha, João Braz e Operário ainda estão inundadas. Nesta madrugada, o piso de uma das casas que foram invadias pela água cedeu, mas ninguém ficou ferido. De acordo com a assessoria da prefeitura, a cheia tingiu aproximadamente quatro mil e quinhentas pessoas. (continua após a foto)

O Rio Carangola atingiu sua cota de transbordo no município na última sexta-feira (24/01) e continuou subindo até a madrugada de domingo (26), quando atingiu seu maior nível da história na cidade, marcando 8.22 m. A cota de transbordo é de 5.20 m. Na última medição feita na noite deste domingo ele estava em 6,38m. Segundo a Defesa Civil, devido à quantidade de lama no local de medição, ela parou de ser feita, mas o nível continua baixando. Ainda segundo a assessoria de comunicação, a secretaria de promoção social montou três abrigos, e na noite de sábado (25) foram distribuídos colchões, cobertores, travesseiros e lençóis. Na noite deste sábado (25) um homem identificado como Anderson Luís Gomes Porto, de 44 anos, morreu afogado. Segundo a Defesa Civil ele tentou passar por uma rua inundada, onde o rio estava muito alto. Em sua página em uma rede social a Prefeitura pediu doações de água, já que não há mais água à venda na cidade. A Cedae interrompeu temporariamente o funcionamento da Estação de Tratamento de Água (ETA) do município. A estação entrará em operação imediatamente após a normalização do nível do rio, retomando o fornecimento de água. No entanto, o abastecimento pode levar até 24 horas para ser normalizado por completo em alguns locais, como ruas altas e pontas de sistema. O governador colocou a estrutura do Governo do Estado à disposição das cidades para minimizar os danos causados aos moradores. (continua após a foto)

Neste domingo o governador Wilson Witzel sobrevoou os municípios afetados. Em Porciúncula, Witzel anunciou a descentralização de recursos para auxiliar as prefeituras e evitar novas enchentes. “São R$ 10 milhões para a Defesa Civil e R$ 10 milhões para a Secretaria de Desenvolvimento Social. Estamos aqui pra evitar que esse caos volte a acontecer novamente no ano que vem e trabalhar para que nós possamos atender, neste momento, as pessoas que estão precisando mais”, afirmou. O governador disse, ainda, que vai descentralizar mais R$ 3 milhões para a Saúde do município de Porciúncula com o objetivo de evitar a proliferação de doenças depois das chuvas. “O estrago foi muito grande na região. Determinei ao secretário de Saúde, Edmar Santos, que destine mais R$ 3 milhões pra atender possíveis situações de doença posteriores às enchentes”, ressaltou. Edmar Santos afirmou que os recursos serão usados na compra de medicamentos e equipamentos. “Depois das enchentes costumam aparecer epidemias, diarreias e leptospirose, pois as pessoas tiveram contato com água contaminada. Vamos aportar recursos para compra de medicamentos e materiais”. detalhou.

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